Cotidiano

Com 503 mortes, Campo Grande é a capital com a 5ª menor taxa de letalidade do Brasil

Campo Grande atingiu a marca de 503 mortos pelo coronavírus na segunda-feira (22), mas mesmo com um número alto de óbitos acumulados ao longo da pandemia, ainda é uma das capitais com menor taxa de letalidade da Covid-19. Com um índice de letalidade de 1,78%, Campo Grande fica em quinto no ranking das capitais com […]

Mylena Rocha Publicado em 22/09/2020, às 13h30 - Atualizado às 13h51

Foto: Leonardo de França/Arquivo Midiamax
Foto: Leonardo de França/Arquivo Midiamax - Foto: Leonardo de França/Arquivo Midiamax

Campo Grande atingiu a marca de 503 mortos pelo coronavírus na segunda-feira (22), mas mesmo com um número alto de óbitos acumulados ao longo da pandemia, ainda é uma das capitais com menor taxa de letalidade da Covid-19. Com um índice de letalidade de 1,78%, Campo Grande fica em quinto no ranking das capitais com as menores taxas de letalidade.

No ranking, Campo Grande só fica atrás de Palmas (TO), que tem a menor taxa de letalidade do país, com 0,87%, Florianópolis (SC), com 1,04%, Boa Vista (RR) com 1,33% e Brasília (DF) com 1,68%.

Vale lembrar que, com o avanço das mortes, Campo Grande caiu algumas posições no ranking. Há algumas semanas, Campo Grande era a segunda capital com menor taxa de letalidade.

Enquanto o índice de letalidade de Campo Grande é de 1,78%, a Capital tem um 55,80 de mortalidade, o que quer dizer que a cada 100 mil habitantes da Capital, cerca de 55 morrem por coronavírus, segundo dados do Ministério da Saúde. 

É importante entender que a taxa de letalidade é um parâmetro usado para medir a gravidade do coronavírus. A taxa representa a porcentagem de pacientes infectados que morreram. Ou seja, a letalidade mede a chance de uma pessoa morrer em consequência da Covid-19. Taxa de letalidade não é a mesma coisa que a taxa de mortalidade. O índice de mortalidade mede a chance de uma pessoa sem a doença se infectar e depois morrer.

Diagnóstico precoce pode evitar mortes

Se no início da pandemia a recomendação era que o paciente aguardasse por sintomas mais graves, como dificuldade para respirar ou febre, antes de procurar atendimento, a orientações mudaram conforme a doença foi se tornando mais conhecida. Campo Grande já tem mais de 500 mortes por coronavírus e uma maneira de evitar mais internações e mortes é pelo diagnóstico precoce. 

O infectologista Julio Croda, da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) explica que o paciente pode procurar atendimento assim que perceber os primeiros sintomas, mesmo que sejam leves. “Recomendação é procurar atendimento porque tem a hipoxemia silenciosa, que não era conhecida no passado”, explica.

A hipoxemia silenciosa acontece quando pacientes com coronavírus não sentem a falta de ar, mas apresentam uma queda perigosa no nível de oxigênio do sangue. Estudos mostraram que pacientes com sintomas leves aparentavam estar bem, mas não tinham ideia que o nível de oxigênio sanguíneo estava perigosamente baixo. 

Por isso, a orientação do infectologista é procurar o posto de saúde mesmo com sintomas leves. “Sempre é bom ir no posto para medir a saturação”, orienta Croda.

Jornal Midiamax