Chuvas auxiliam no combate a incêndio no Pantanal, mas focos ainda são registrados

No final da manhã desta quinta-feira (30), um novo sobrevoo foi feito pelo Corpo de Bombeiros com auxílio do Instituto Homem Pantaneiro que identificaram que os focos de incêndios estão concentrados na região do Paraguai Mirim, ao sul da comunidade do São Lourenço e a 140 quilômetros da cidade de Corumbá. Os militares também sobrevoaram […]
| 30/01/2020
- 18:40
Área sobrevoada pelo Corpo de Bombeiros no Pantanal. (Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros)
Área sobrevoada pelo Corpo de Bombeiros no Pantanal. (Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros) - Área sobrevoada pelo Corpo de Bombeiros no Pantanal. (Foto: Divulgação | Corpo de Bombeiros)

No final da manhã desta quinta-feira (30), um novo sobrevoo foi feito pelo Corpo de Bombeiros com auxílio do Instituto Homem Pantaneiro que identificaram que os focos de incêndios estão concentrados na região do Mirim, ao sul da comunidade do São Lourenço e a 140 quilômetros da cidade de Corumbá.

Os militares também sobrevoaram a região da Serra do Amolar, mas não houve indícios de queimadas. Ainda segundo informações do Corpo de Bombeiros, o sobrevoo identificou que as áreas que estavam com focos de incêndio na quarta-feira (29), foram extintos tanto pela chuva que caiu na região como pelas próprias características do terreno.

A equipe que partiu em direção ao sul-mato-grossense não retornou a Campo Grande e desembarcando na cidade, novos procedimentos serão adotados para a vistoria que será feita nesta sexta-feira (31).

O incêndio que atinge o Pantanal chegou em áreas de vegetação seca, provocando fumaças que encobriram o céu de Corumbá e Ladário, distantes 444 e 435 quilômetros de Campo Grande, respectivamente. Corumbá concentra 40 dos 98 focos de incêndio no Estado.

Equipes do Corpo de Bombeiros e da Marinha fizeram um sobrevoo nas áreas com focos que ficavam entre as margens do Rio Paraguai, na região do Jatobazinho. De acordo com os militares, na manhã desta quinta-feira, as chamas atingiram áreas de ‘baceiros’ – vegetações secas – mas que estão em cima de áreas alagadas, provocando muita fumaça e dependendo da direção do vento chegou a cobrir o céu de Corumbá e Ladário.

173 mil hectares de área consumida

Em novembro do ano passado, um incêndio que durou aproximadamente 23 dias consumiu 173, 200 mil hectares de área. O fogo atingiu seis municípios: Aquidauana, Anastácio, Miranda, Bodoquena, Rio Negro e Corumbá.

As chuvas ajudaram na redução dos focos. As chamas chegaram a atingir as proximidades do Parque Estadual do Rio Negro, localizado na região central do Pantanal. O efetivo utilizado no combate aos incêndios foi de aproximadamente 200 homens.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais informam que, em outubro, foi registrado o maior número de queimadas no Pantanal nos últimos 17 anos. O balanço do instituto registra 2.430 focos de incêndio no mês no bioma, número 1.925% maior do que o verificado em outubro do ano passado.

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