Mato Grosso do Sul registrou na quarta-feira (22) taxa de isolamento social de 37,03%, a quarta mais baixa do Brasil de acordo com levantamento da consultoria In Loco. O baixo distanciamento vai ao encontro do aumento exponencial de casos de coronavírus no Estado, que perdeu o status de unidade da federação com o menor número de infectados do país.

Apenas Tocantins (taxa de 35,13%), Goiás (36,43%) e Paraná (36,62%) conseguiram ser piores que Mato Grosso do Sul. A taxa média de isolamento social no país na quarta foi de 38,5%, bem abaixo dos 50% considerados mínimos para que a tática de enfrentamento à Covid-19 tenha efeito.

Campo Grande, acompanhando o Estado, também voltou a aparecer mal no ranking das capitais, sendo a terceira de pior isolamento social –atrás de Palmas (TO, 35,03%) e Goiânia (GO, 36,15%)–, com marca de 36,38%. O mau desempenho mereceu críticas do prefeito Marquinhos Trad (PSD) nesta quinta-feira (23).

Durante praticamente todo o acompanhamento da In Loco, feito a partir do monitoramento do sinal de telefones celulares, Mato Grosso do Sul e Campo Grande se mantiveram nas últimas posições no isolamento social (salvo raras exceções), quadro que se mantém mesmo com o avanço acelerado da pandemia –que se aproxima dos 20 mil casos e já contabilizou 266 mortos no Estado, e que vem aumentando a pressão sobre os hospitais (que, na Capital, operam com taxa de ocupação superior a 80%).

Nesta quinta, o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende, frisou que Mato Grosso do Sul superou o Acre e Tocantins no volume de casos, deixando a última posição do ranking nacional de infectados. São 19.671 casos confirmados, 782 a mais que na comparação com o dia anterior –sendo 332 em Campo Grande, que já atingiu 7.680 casos e 81 mortos.

Pelo interior do Estado, apenas duas cidades chegaram aos 50% de isolamento social, marca exata de Anaurilândia. Juti atingiu 52,6%. Por outro lado, Laguna Carapã marcou apenas 23,3%, com Glória de Dourados anotando 29,2% de recolhimento domiciliar e Bodoquena, 29,5%.