Cotidiano

Alerta: Bandidos usam auxílio de R$ 600 para aplicar golpe que alcançou quase 7 milhões de brasileiros

O pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 é a mais nova cara dos golpes de estelionatários que circulam pelas redes sociais, principalmente pelo WhatsApp. De acordo com o laboratório especializado em segurança digital da PSafe, o Dfndr Lab, mais de 6,7 milhões de brasileiros já acessaram ou compartilharam os links maliciosos. Este é, atualmente, […]

Guilherme Cavalcante Publicado em 08/04/2020, às 09h59 - Atualizado às 11h25

Foto ilustrativa | Reprodução
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O pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 é a mais nova cara dos golpes de estelionatários que circulam pelas redes sociais, principalmente pelo WhatsApp. De acordo com o laboratório especializado em segurança digital da PSafe, o Dfndr Lab, mais de 6,7 milhões de brasileiros já acessaram ou compartilharam os links maliciosos.

Este é, atualmente, o golpe mais presente na internet, segundo a Dfndr Lab, considerando o período de 19 de março, quando a medida começou a ser discutida no Congresso Nacional, até a última terça-feira (7). Para o diretor do laboratório, Emilio Simoni, a tendência é que o número de ataques e de vítimas cresça nos próximos dias.

Isso porque os golpistas utilizam imagens e sites muito parecidos com os reais. Uma forma de se proteger é verificar se os links tem a terminação “gov.br”, restrita dos sites oficiais. Além disso, é recomendado usar aplicativos de proteção em celulares e computadores, além de evitar divulgar links suspeitos, principalmente aqueles que apelam para o compartilhamento.

Os links maliciosos são compartilhados pelas redes sociais, principalmente o WhatsApp. Ao acessá-los, o usuário passa a responder perguntas de segurança, que ajudam a enganar a vítima, dando veracidade ao crime virtual. Ele ainda é induzido a compartilhar o link aos contatos para poder ter acesso ao benefício e, após compartilhar, é direcionado a uma página muito parecida com a oficial, onde passará a fornecer dados pessoais e visualizar anúncios. Ou seja: além de correr o risco de ter vírus instalados no computador e celular, a vítima pode ter dados pessoais roubados e ainda gera lucro para os golpistas.

Segundo o Dfndr lab, até o último dia 25 de março o número de golpes detectados era de 25 e havia ao menos 6 aplicativos maliciosos que utilizam o Coronavírus e o período de quarentena como isca para as vítimas.

Jornal Midiamax