Cotidiano

Servidores da Educação protestam contra carga horária de 8h

Com cartazes e gritos de ordem, cerca de 700 servidores da educação do estado realizaram uma manifestação em frente à SED (Secretaria de Estado de Educação). A categoria tentou conversar com a secretária Maria Cecília Amendola da Motta, sobre o decreto que irá aumentar a carga horária dos servidores, de 6 para 8 horas, mas […]

Cleber Rabelo Publicado em 22/03/2019, às 14h14 - Atualizado às 15h46

Foto: (Gabriel Torres)
Foto: (Gabriel Torres) - Foto: (Gabriel Torres)

Com cartazes e gritos de ordem, cerca de 700 servidores da educação do estado realizaram uma manifestação em frente à SED (Secretaria de Estado de Educação). A categoria tentou conversar com a secretária Maria Cecília Amendola da Motta, sobre o decreto que irá aumentar a carga horária dos servidores, de 6 para 8 horas, mas não foi atendida.

A presidente do Sintede (Sindicato Municipal dos Trabalhadores em Educação) de Ivinhema, Antônia Bressa, informou que os professores não têm estrutura para trabalhar 8 horas por dia. “A partir de 1° de julho, os servidores administrativos voltam a trabalhar 8 horas por dia, antes eram só 6 horas. O governo resolveu isso sem falar com a categoria e sequer deu o abono. Se vai aumentar para 8 horas, que pelo menos valorize os servidores”, reclama.

Servidores da Educação protestam contra carga horária de 8h
“Professores não têm estrutura para trabalhar 8 horas por dia”, informou presidente do Sintede de Ivinhema (Foto: Gabriel Torres)

Essa é a segunda manifestação que a categoria realiza nesta sexta-feira (22). A primeira aconteceu pela manhã, na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. De acordo com o presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), Jaime Teixeira, os servidores querem discutir as questões do reajuste na carga horária e abono, mas conforme Teixeira, a secretária ‘não dá as caras’.

“Para decidir sobre descontar da carga horária dos funcionários ela foi muito rápida, mas não vem aqui falar com a gente”, disse. Ainda segundo o presidente da federação, não haverá mais manifestação nesta sexta-feira. “Mas a categoria continuará organizando protestos para tentar derrubar o decreto”, informou.

Jornal Midiamax