Cotidiano

Sem emprego em Dourados, Venezuelano pede ajuda para voltar para casa

Desde que chegou em Dourados em outubro deste ano, o venezuelano Luis Manuel Alcalá, 27 anos,  procura por um emprego, mas as portas para ele ainda continuam fechadas. Sem dinheiro para pagar aluguel e até mesmo para sustentar a mulher e o filho de dois anos, ele  pede ajudar para voltar para sua terra de […]

Marcos Morandi Publicado em 24/12/2019, às 11h52 - Atualizado em 25/12/2019, às 09h19

Luis Alcalá, um rapaz sorridente, deve passar a noite de Natal sem emprego. (Foto: Arquivo pessoal)
Luis Alcalá, um rapaz sorridente, deve passar a noite de Natal sem emprego. (Foto: Arquivo pessoal) - Luis Alcalá, um rapaz sorridente, deve passar a noite de Natal sem emprego. (Foto: Arquivo pessoal)

Desde que chegou em Dourados em outubro deste ano, o venezuelano Luis Manuel Alcalá, 27 anos,  procura por um emprego, mas as portas para ele ainda continuam fechadas. Sem dinheiro para pagar aluguel e até mesmo para sustentar a mulher e o filho de dois anos, ele  pede ajudar para voltar para sua terra de origem.

Alcalá conta ao Midiamax que já não está conseguindo dormir. Segundo ele suas noites estão sendo tomadas pelo desespero de tanta preocupação. Para não deixar a família passar fome ele diz que aceita qualquer tipo de `bico’. “Estou entregando panfletos nas ruas de Dourados. Mas ultimamente nem isso está aparecendo”, conta o venezuelano.

Com formação superior em tecnologia da informática, pelo Instituto de Tecnologia Henry Pittier,  Alcalá, um rapaz sorridente ,  revela que o sonho de uma vida melhor está virando pesadelo a cada dia e noite. “Estava em Boa Vista mas decidi juntar um dinheiro e vir com a família para Dourados. Acreditava que as coisas por aqui seriam mais fáceis. Me enganei. Mas não perdi a fé em Deus”, diz ele que esperava conseguir um emprego em um dos frigoríficos da cidade.

Para fazer o caminho de volta e chegar novamente até a fronteira entre Brasil e Venezuela, Alcalá precisa conseguir R$ 2 mil. E para chegar até Barcelona, cidade aonde ainda tem uma casa, o venezuelano terá que ter mais R$ 600.

“Sei que as coisas por lá estão muito difíceis, mas pelo menos poderei contar com a ajuda de alguns parentes e até do pastor da minha Igreja. Do jeito que estou aqui, não posso ficar. Parece que a cada dia as coisas ficam mais desesperadoras”, desabafa o venezuelano, que diz estar ainda mais preocupado com a saúde da mulher e do filho, do que ficar sem saber como irá passar a noite de Natal.

O interessados em ajudar o venezuelano com emprego, alimentos, brinquedos para o filho e até mesmo com dinheiro para o aluguel e para comprar a passagem de volta para o seu país, podem entrar em contato pelo WhatsApp  +55 95 9138-9346.

Jornal Midiamax