Cotidiano

Polícia revela como o PCC lava dinheiro de droga que sai de MS e chega na Europa

Na última semana, fazendeiro e empresário, proprietário de terras em Mato Grosso do Sul foi preso e revelado como um dos traficantes que atuam levando cocaína da Bolívia até a Europa. Rubens de Almeida Salles Netto foi detido na quarta-feira (4) e nesta semana a polícia italiana revelou como é feita a lavagem do dinheiro […]

Renata Portela Publicado em 09/12/2019, às 12h36

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Na última semana, fazendeiro e empresário, proprietário de terras em Mato Grosso do Sul foi preso e revelado como um dos traficantesque atuam levando cocaína da Bolívia até a Europa. Rubens de Almeida Salles Netto foi detido na quarta-feira (4) e nesta semana a polícia italiana revelou como é feita a lavagem do dinheiro de tráfico na Europa.

Rubens tem propriedades rurais em MS e através da divisa da Bolívia com o Estado, conseguia toda a cocaína que levava para a Europa através do porto de Santos (SP). É de conhecimento da polícia que tanto a cocaína produzida na Bolívia quanto o porto são vistos como propriedades do PCC (Primeiro Comando da Capital), o que liga o empresário à facção.

Aos jornalistas da Uol, o coronel Francesco Fallica, policial italiano em Brasília (DF), contou como a facção brasileira está ligada com a máfia italiana ‘Ndrangheta, a Famiglia Montalbano. É através dessa conexão que o PCC consegue lavar o dinheiro da venda da droga na Europa, conforme apontam as investigações da Guarda di Finanza da Itália.

A cocaína levada pelo PCC para a Europa é recebida pela máfia italiana e o pagamento não é feito pelo transporte de dinheiro vivo daquele continente para o Brasil. Em vez disso, os criminosos europeus abrem restaurantes, lojas e outros comércios no Brasil, com capacidade para gerar muito valor em espécie e todo o lucro é repassado para o PCC.

Conforme o policial, o inverso também ocorre. Desta forma, o PCC possui pequenos restaurantes e comércios na Europa para gerar dinheiro em espécie e quitar quaisquer dívidas com os mafiosos italianos. O policial não revelou quais seriam essas lojas ou onde ficam. No Brasil, movimentações de lavagem de dinheiro da facção criminosa são investigadas em São Paulo.

Especialistas neste tipo de crime afirmaram que não possuem informações da ação do PCC com empresas na Europa, mas monitoram comércios na região do Brás. No entanto, para eles é plausível que o PCC utilize negócios legais para fazer dinheiro na Europa, como salões de beleza e postos de gasolina.

Jornal Midiamax