Cotidiano

Para curar linfoma nos EUA, família faz vaquinha em busca de R$ 1,8 milhão

Sem sucesso nos tratamentos já realizados no Brasil, a família do vendedor Alexandre Francisco de Oliveira, precisa arrecadar R$ 1,8 milhão de reais, para que consigo ir até os EUA e conseguir a remissão do Linfoma Não-Hodgkin Difuso de Grande Células B refratário, descoberto há 1 ano. Conhecido como Gaúcho, Alexandre tem 37 anos, é […]

Ana Paula Chuva Publicado em 03/04/2019, às 15h16 - Atualizado às 15h17

Foto: Arquivo Pessoal
Foto: Arquivo Pessoal - Foto: Arquivo Pessoal

Sem sucesso nos tratamentos já realizados no Brasil, a família do vendedor Alexandre Francisco de Oliveira, precisa arrecadar R$ 1,8 milhão de reais, para que consigo ir até os EUA e conseguir a remissão do Linfoma Não-Hodgkin Difuso de Grande Células B refratário, descoberto há 1 ano.

Conhecido como Gaúcho, Alexandre tem 37 anos, é pai de 3 filhos – um menino de 7 anos e duas meninas de 4 e 1 ano e 7 meses- fruto do relacionamento com a enfermeira Patrícia Delamare Cardoso de Oliveira, 35 anos, com quem é casado há 8 anos e quem decidiu entrar na batalha pelo marido.

Patrícia conta que em março de 2018, Gaúcho decidiu mudar alguns hábitos e acabou trocando o carro pela bicicleta para ir ao trabalho, pelo menos 3 vezes na semana. “Como ele não era acostumado, não deixei ele ir todo dia não. Ele ia umas três vezes na semana, e nos outros dias eu levava ou ele ia de carona com algum colega”, conta.

A esposa, lembra que na época se indignou com o marido perdendo tanto peso. “Em um mês foram 7Kg, só andando de bicicleta, eu pensei como pode. A gente faz tanta coisa para emagrecer e é uma luta”, explica.

Sem saber da presença do Linfoma, ela conta que os sintomas começaram a aparecer devagar. “Veio uma indisposição junto de uma dor nas costas, depois a febre, dor na barriga, a palidez. Mas só eu notava que tinha algo errado e fiquei preocupada. Um dia, era domingo, ele tomou banho e deitou e apalpou a barriga e me pediu para ir ver. Quando eu encostei senti a massa que estava lá, aí eu realmente fiquei assustada, por ser enfermeira já desconfiei, mas não falei nada para ele”, disse.

“No dia seguinte, segunda-feira, fomos atrás de exames. Na terça conseguimos um exame de sangue, na quarta fomos realizar a tomografia e quanto ele fazia a tomografia eu puxei os exames de sangue e vi que estavam muito alterados, dali já fomos direto pro consultório médico, saímos de lá com a suspeita de um linfoma, então internamos no mesmo dia”, lembra.

Alexandre, foi diagnosticado com Linfoma Não–Hodgkin Difuso de grandes células B – que seria um tumor de fácil resposta ao tratamento da quimioterapia – começando então o primeiro protocolo, o R-CHOP – quimioterapia em 6 ciclos com intervalo de 21 dias.

Patrícia lembra ainda que a massa regrediu já na primeira seção. “Ficamos esperançosos né. Quando terminou o tratamento, repetimos os exames, a massa diminuiu de 18cm para 8cm, não era ainda o suficiente, e a atividade neoplásica continuou ativa, aquilo me deixou muito preocupada”, explicou.

“O médico então mudou o tratamento para uma quimioterapia mais agressiva, com reações mais fortes. Foram três ciclos da R-DAHP. O médico estava superconfiante, e em janeiro agora de 2019 terminamos o tratamento. Quando foi em fevereiro repetimos os exames e para nossa surpresa além a massa ter aumentado a atividade neoplásica também subiu bastante”, disse.

Momento em que a família foi até São Paulo buscar novas opiniões. “Nós passamos pelo A.C Camargo, hospital de referência mundial e também fomos em uma consulta particular, lá eles divergiram sobre os tratamentos oferecidos no país, mas foram unânimes sobre o Car T-Cell, uma terapia oferecida nos EUA, que seria uma tecnologia de modificação genética do linfoma, mas a injeção custa US$ 450 mil”, afirmou.

Ajuda

Sabendo do alto custo do tratamento e de toda a trajetória que envolveria a ida até os EUA, já que ao chegar no país precisaram refazer todos os exames, Patrícia pensou então em organizar a vaquinha. “Eu pensei, em Campo Grande tem 1 milhão de habitantes, se cada um desse R$ 1,00. E se pensássemos no Centro-Oeste? No Sul, que é de onde ele vem? A gente consegue levantar o valor”, refletiu.

Para curar linfoma nos EUA, família faz vaquinha em busca de R$ 1,8 milhão
Foto: Divulgação

Esperançosa, a enfermeira diz que sabe que o valor é alto, mas acredita na população do país. “O dinheiro é muito, mas a população do Brasil é muito mais. Eu preciso me agarrar a esse fio de esperança, nós temos três filhos loucos esperando pelo pai. Eu vou lutar, eu tô estudando. Eu não quero esperar mais, preciso tentar. Eu prometi pro meu marido que iria atrás do melhor, e vou mobilizar céus e mundo, mas nós vamos tentar”, afirma.

Patricia ressalta, que a terapia oferecida no país estrangeiro tem 90% de chance, mas os pacientes que chegam já muito debilitados não podem mais fazer. “Eu quero aproveitar que ele ainda não está tão debilitado para arriscar”, conclui.

A família do Gaúcho precisa de uma valor inicial de R$ 1,8 milhão e quem quiser pode acessar o link da Vaquinha Virtual e realizar a doação. Ou através da poupança no Banco do Brasil, a agência é a 48-5 o número da conta é 51061-0 e a variação é a 051, em nome de Patricia D C Oliveira.

Jornal Midiamax