Cotidiano

Indígenas protestam contra mudanças na Funai e prometem marcha na Afonso Pena

Grupo de aproximadamente 200 indígenas fazem reivindicação nesta quinta-feira (31) na Praça Ari Coelho, no Centro de Campo Grande. Os índios pedem pela proteção dos seus direitos e prometeram marcha na Afonso Pena no final da tarde. Dentre as reivindicações, os indígenas pedem que a Funai (Fundação Nacional do Índio) não seja integrada com o […]

Mariane Chianezi Publicado em 31/01/2019, às 17h08 - Atualizado às 17h09

Foto: Minamar Júnior/Jornal Midiamax
Foto: Minamar Júnior/Jornal Midiamax - Foto: Minamar Júnior/Jornal Midiamax

Grupo de aproximadamente 200 indígenas fazem reivindicação nesta quinta-feira (31) na Praça Ari Coelho, no Centro de Campo Grande. Os índios pedem pela proteção dos seus direitos e prometeram marcha na Afonso Pena no final da tarde.

Dentre as reivindicações, os indígenas pedem que a Funai (Fundação Nacional do Índio) não seja integrada com o Ministério da Agricultura, pois assim somente o ministério ficaria a cargo de demarcar as terras.

Em frente ao Coreto, o palanque da praça, os índios discursam e falam palavras de ordem. O movimento faz parte do “Sangue Indígena, Nenhuma Gota a Mais! ”, que acontece pelo país todo nesta tarde e também estaria acontecendo em países da Europa.

Segundo o índio da etnia Terena e também vereador em Sidrolândia, Otaci Pereira Figueiredo, de 34 anos, o movimento faz parte da articulação dos povos indígenas do Brasil. “Estamos aqui reivindicando respeito pela população indígena, está acontecendo um massacre contra o nosso povo, estão ficando doentes por não demarcar a nossa terra”, disse a reportagem.

Além da transferência para o Ministério da Agricultura, os índios ainda lutam contra a transferência da Funai para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, contra a flexibilização e transferência do licenciamento ambiental para o mapa e pelo respeito aos tratados internacionais em especial o Acordo de Paris e o direito de consulta e consentimento

A mobilização é organizada pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) e apoiada pela Mobilização Nacional Indígena (MNI).

Jornal Midiamax