Cotidiano

Governo federal mostra visão ao remodelar TV pública, diz presidente da Fertel

O governo do presidente Jair Bolsonaro decidiu lançar uma nova TV de governo, a qual terá uma “programação toda nova e totalmente voltada para o povo brasileiro”. A medida foi recebida pelo presidente do Fórum Brasileiro de Emissoras Públicas de Rádio e Televisão, Bosco Martins. A expectativa, segundo o fórum, é de que a gestão […]

Da Redação Publicado em 07/02/2019, às 17h29 - Atualizado em 08/02/2019, às 07h41

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O governo do presidente Jair Bolsonaro decidiu lançar uma nova TV de governo, a qual terá uma “programação toda nova e totalmente voltada para o povo brasileiro”. A medida foi recebida pelo presidente do Fórum Brasileiro de Emissoras Públicas de Rádio e Televisão, Bosco Martins.

A expectativa, segundo o fórum, é de que a gestão federal mostrara a visão de longo prazo e bom senso ao instituir a nova emissora, mudando os planos de extinguir a TV Brasil.

O possível fim da emissora estatal mobilizou representantes do Fórum e de outras entidades de comunicação para defenderem junto ao governo federal a importância de se investir em um setor que, com o avanço das novas tecnologias, tende a ganhar importância na disseminação de educação e cultura. A ideia foi contra-argumentar a avaliação de que o setor público de rádio e TV vive uma crise institucional, quando, na verdade, “a própria comunicação, de forma geral, passa por uma transformação”, disse Bosco.

“A crise que tentam restringir às emissoras públicas é, na verdade, um fenômeno que atinge todas as empresas do setor, diante do avanço de novas plataformas de comunicação, sobretudo a internet. Porém, as rádios e TVs estatais têm características únicas, diferentes das coirmãs que detêm concessões, pois seu foco é transmitir alternativas culturais e educativas à população, garantindo ainda ampla visibilidade a essa grande pluralidade sociocultural que compõe o Brasil, contando para isso com um quadro valoroso de profissionais dedicados”, disse o presidente do fórum, que também é o diretor-presidente da Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e Televisão de Mato Grosso do Sul).

Para Bosco, ao revelar interesse no sistema público de comunicações, “o governo do presidente Jair Bolsonaro mostra visão e sensatez, percebendo que o sinal via satélite pode cobrir lacunas que a internet ainda não preenche, ao oferecer uma opção de livre acesso à cultura, informação e entretenimento à população”. Ele lembra que há diferentes projetos em discussão hoje no Congresso visando a resolver outro impasse das emissoras públicas, como a sua sustentabilidade financeira.

A nova TV do governo federal será apresentada nos próximos dias e, na prática, terá o início de seus trabalhos realizados pelos servidores que hoje atuam na EBC (Empresa Brasileira de Comunicação, que comanda a TV Brasil). Durante o processo eleitoral e no início da gestão de Bolsonaro, chegou-se a ventilar a extinção da emissora pública –cujo alcance e vocação divergem da NBR, da Radiobras, que tem um caráter mais institucional. Ministros de Estado já foram convidados a gravarem seus depoimentos à rede pública remodelada, conforme comunicado expedido pela Comunicação da Presidência.

Veja abaixo o comunicado enviado:

“Às Chefias de Gabinete dos Ministros de Estado e Chefes de Assessorias de Comunicação Social, Senhores (as) Chefes de Gabinete e Assessores de Comunicação Social,

Informamos que o Governo Federal irá inaugurar uma nova TV pública com um objetivo mais voltado para o cidadão. A nova TV do governo terá uma programação toda nova e totalmente voltada para o povo brasileiro. E, para que possamos inaugurá-la com a presença dos nossos governantes, convidamos os ministros de estado a prestarem seus depoimentos de boas-vindas à nova TV do Governo Federal.

Para tanto, solicitamos sua atenção no sentido de agendar com os respectivos ministros dde estado para esta semana ou, para, no máximo, até a próxima terça-feira. A equipe da EBC irá até o gabinete do ministro ou até onde seja mais conveniente para gravar com ele – pode ser em Brasília, Rio de Janeiro ou São Paulo.”

Jornal Midiamax