Cotidiano

Catadores tentam salvar recicláveis de galpão que pegou fogo

Catadores de 3 cooperativas e 1 associação tentam salvar o que sobrou após o galpão, onde ficam os materiais recicláveis, ser atingido por chamas na manhã deste sábado (30), no bairro Dom Aquino, próximo ao aterro sanitário em Campo Grande. Conforme uma colaboradora, de 19 anos, o pagamento do trabalho da semana na cooperativa dela é […]

Bruna Vasconcelos Publicado em 30/03/2019, às 12h12 - Atualizado em 31/03/2019, às 08h47

Foto: Marcos Ermínio
Foto: Marcos Ermínio - Foto: Marcos Ermínio

Catadores de 3 cooperativas e 1 associação tentam salvar o que sobrou após o galpão, onde ficam os materiais recicláveis, ser atingido por chamas na manhã deste sábado (30), no bairro Dom Aquino, próximo ao aterro sanitário em Campo Grande.

Conforme uma colaboradora, de 19 anos, o pagamento do trabalho da semana na cooperativa dela é feito durante os sábados. Ela conta foram chamados para tentar resgatar os materiais que ainda não tinham sido queimados. Muitos catadores possuem curso de prevenção a incêndio e, por este motivo, estão auxiliando no trabalho do Corpo de Bombeiros.

Gilda Macedo, presidente da ATMARAS (Associação dos Trabalhadores de Materiais Recicláveis dos Aterros Sanitários de MS), explica que o galpão serve como local de trabalho para aproximadamente 200 pessoas que fazem parte de 4 grupos de coleta.

“Nenhum grupo estava trabalhando hoje. O que aconteceu foi que 2 cooperados estavam entregando a carga e sentiram cheiro de queimado. Eles subiram até o barracão e viram que tinha foco de incêndio. Os trabalhadores acionaram outros cooperativistas e brigadistas.”

Ao contrário do que foi divulgado anteriormente, a presidente acredita que as chamas tenham começado após uma bateria de celular ter explodido devido ao calor. Ela conta que, mesmo sabendo que não pode, muitas pessoas descartam o material irregularmente. O prejuízo estimado é de aproximadamente R$ 200 mil.

Algumas pessoas chegaram a passar mal por inalarem muita fumaça. Unidades de resgate dos Bombeiros e Samu estão prestando auxílio às vítimas. Até o fechamento desta reportagem, 6 viaturas do Corpo de Bombeiros, 3 retroescavadeiras e 1 caminhão pipa estão tentando apagar o foco das chamas.

Jornal Midiamax