Cotidiano

Com prejuízo de R$ 460 milhões em contratos, MS tem 59 obras paralisadas

Uma pesquisa feita pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), mostrou que no estado existem 110 obras paradas ou suspensas, dessas 59 foram selecionadas pelo Comitê Interinstitucional por serem de maiores proporções, somando um prejuízo de mais de R$ 460 milhões em contratos. De acordo com o TCE, os números […]

Ana Paula Chuva Publicado em 29/03/2019, às 17h30

A obra está parada desde 2016. (Foto: Marcos Ermínio)
A obra está parada desde 2016. (Foto: Marcos Ermínio) - A obra está parada desde 2016. (Foto: Marcos Ermínio)

Uma pesquisa feita pelo TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul), mostrou que no estado existem 110 obras paradas ou suspensas, dessas 59 foram selecionadas pelo Comitê Interinstitucional por serem de maiores proporções, somando um prejuízo de mais de R$ 460 milhões em contratos.

De acordo com o TCE, os números foram levantados através de informações dadas pelo Governo do Estado e Prefeituras entre os dias 12 de fevereiro e 12 de março. Dos 79 municípios apenas Coronel Sapucaia não participou da pesquisa.

O levantamento visa buscar esforços para a conclusão dessas obras, principalmente nas áreas de relevância social como a saúde, educação, segurança e mobilidade urbana.

Dentre os motivos de paralisação e/ ou execução das obras foram questões técnicas, abandono das construtoras, questões ambientais, projetos desatualizados ou inadequados, pendências legais entre outros.

As 59 obras juntas somam um prejuízo de R$ 463.562.551,05 (quatrocentos e sessenta e três milhões, quinhentos e sessenta e dois mil, quinhentos e cinquenta e um reais e cinco centavos). A que possui o maior orçamento é a construção inacabada do Aquário do Pantanal, em Campo Grande, de responsabilidade do Governo do Estado.

Ainda conforme o TCE, outras obras detectadas são as construções do prédio da Cadeia Pública Feminina de Campo Grande e de diversos Centros de Educação Infantil, todos de responsabilidade da Prefeitura da Capital, que deixou de concluir, também, o Programa de Infraestrutura de Transporte e Mobilidade Urbana.

O Presidente do TCE-MS, Conselheiro Iran Coelho das Neves,  afirmou que após o diagnóstico, o Tribunal de Contas irá fazer a remessa do relatório à Comissão Regional Centro Oeste para que depois seja enviado à Brasília. “A Comissão Nacional por meio de uma diretoria própria vai estabelecer qual será o resultado, se essas obras serão ou não concluídas, bem como de onde virá o recurso para a conclusão das mesmas”.

Ele ressaltou ainda que não cabe ao Tribunal o término das obras, mas pode contribuir para que isso seja feito.

Jornal Midiamax