Cotidiano

Com mão de obra de presos, reforma em presídio custou R$ 620 mil em MS

O EPMC (Estabelecimento Penal Masculino), de Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande, passou por uma reformada que criou 144 novas vagas na unidade, com o investimento de R$ 620 mil. De acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Peniteniciário), uma economia de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos. Ainda conforme as […]

Ana Paula Chuva Publicado em 09/05/2019, às 18h37

Foto: Divulgação/Agepen
Foto: Divulgação/Agepen - Foto: Divulgação/Agepen

O EPMC (Estabelecimento Penal Masculino), de Coxim, a 253 quilômetros de Campo Grande, passou por uma reformada que criou 144 novas vagas na unidade, com o investimento de R$ 620 mil. De acordo com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Peniteniciário), uma economia de R$ 1,3 milhão aos cofres públicos.

Ainda conforme as informações, a obra foi executada através de trabalho conjunto entre Governo do Estado, através da Agepen, e o Tribunal de Justiça, por meio da Vara Criminal – Infância e da Juventude de Coxim, e também do Conselho de Segurança do município.

A inauguração foi realizada nesta quinta-feira (9) e dentre as melhorias está a ampliação da capacidade na unidade penal, com 144 novas vagas, com a construção de 13 celas, sendo 11 para convívio e duas celas disciplinares.

Foi realizada, também, a ampliação do solário existente, a construção de um solário para celas de risco e uma área coberta, com 72 m², para ministrar cursos aos internos.

Houve a adequação do antigo prédio do IML (Instituto Médico Legal) do município para instalar a unidade penal de regime aberto e semiaberto, com quatro celas e um solário.

Um total de 540m² de área construída com a mão de obra de internos, que receberam remição de um dia na pena a cada três trabalhados, conforme estabelece a Lei de Execução Penal.

A Agepen informou também, que está em fase de construção outra área de 180 m² para o desenvolvimento de trabalho por meio de convênios, para os reeducandos.

Além de tudo, o presídio também recebeu estrutura reforçada com paredes de 24 cm de concreto armado nas celas, laje treliçada com concreto usinado, piso com 20 cm de espessura com malha de ferro, além de um espaço de contenção no acesso ao novo pavilhão das celas, que garante tranquilidade e segurança durante o trabalho dos servidores.

Vale dizer que as grades foram feitas na própria unidade penal com barras de ferro de uma polegada. As camas são de concreto com ferragem armada e foram feitas junto à construção da cela, impossibilitando qualquer tipo de retirada ou problemas futuros. As redes de esgoto são de canos com 150 mm, e o controle de água e de energia são externos às celas, podendo ser desligados pela equipe de segurança quando necessário.

Atualmente a unidade tem 150 internos e dentro da demanda surgiu a necessidade de ampliação, com a construção da nova muralha.

Jornal Midiamax