Cotidiano

Alunos restauram Emei usando recicláveis e combatem a dengue

Seguindo a ideia de que ‘nem tudo é lixo’, alunos da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Professora Ayd Camargo César, que fica na Rua Evelina Selingardi, bairro Parque do Sol, restauraram parte da instituição usando material reciclável. Além do Parquinho Sonoro, que virou notícia em todo o País, agora, a casa de bonecas e […]

Cleber Rabelo Publicado em 21/04/2019, às 09h36 - Atualizado às 11h14

Foto: Cleber Rabelo
Foto: Cleber Rabelo - Foto: Cleber Rabelo

Seguindo a ideia de que ‘nem tudo é lixo’, alunos da Emei (Escola Municipal de Educação Infantil) Professora Ayd Camargo César, que fica na Rua Evelina Selingardi, bairro Parque do Sol, restauraram parte da instituição usando material reciclável.

Além do Parquinho Sonoro, que virou notícia em todo o País, agora, a casa de bonecas e os brinquedos, também foram construídos a partir de caixas de papelão, garrafas PET, caixotes de madeira, entre outros materiais doados por pais, professores e alunos. A iniciativa, segundo a coordenadora pedagógica da Emei, Sileide Galindo Picinin, surgiu no início do ano letivo.

“Reunimos os professores e debatemos o assunto. Levamos em consideração o número de casos de dengue e pensamos em trabalhar um tema que ajudasse a combater o mosquito. Ver o resultado foi gratificante e as crianças, de acordo com a maturidade de cada uma, aprenderam sobre a conscientização de que muita coisa que iria para o lixo pode ser reaproveitada”, diz.

Alunos restauram Emei usando recicláveis e combatem a dengue
Professores e alunos transformaram embalagens plásticas em vasos para plantas (Foto: Cleber Rabelo)

Quase tudo o que foi usado no projeto ‘Reciclando Nossas Atitudes’, foi construído a partir de objetos que iriam servir também como criadouros do mosquito. Garrafas PET, embalagens de amaciantes para roupas e outros recipientes viraram, nas mãos dos alunos e professores, instrumentos musicais de brinquedo e vasos para plantas; cartelas de ovos viraram formiguinhas; rolos de papel higiênico foram transformados em borboletas e por aí, até onde a imaginação deixou, as possibilidades foram exploradas.

Segundo a diretora da escola, Maria Sirlei Dias Landes, os 209 alunos matriculados na Emei participaram do projeto.

“A partir do momento que você começa a criar espaços diferenciados dentro das Emei´s, você vê o desenvolvimento da criança. Não é só aquela coisa de ficar dentro da sala de aula, a gente monta um projeto e vê os alunos colocando a mão na massa. A cada pintura, desenho e detalhe passado pelos professores, eles puderem aprender que nem tudo é lixo”, afirma.

O projeto durou 2 meses e a inauguração da casa de bonecas aconteceu na última quinta-feira (18). Segundo Sirlei, os pais ficaram maravilhados com o resultado. “Eles parabenizaram a união e o envolvimento de todos, porque sozinhos, não teríamos feito nada”.

Alunos restauram Emei usando recicláveis e combatem a dengue
“Nem tudo é lixo”, para diretora, experiência torna alunos mais conscientes (Foto: Cleber Rabelo)

Outras instituições aderiram a ideia, segundo a diretora. “Temos que fazer a nossa parte na luta contra a dengue. Reciclando, economizamos R$ 6 mil e ao mesmo tempo, ajudamos no combate ao mosquito. Às escolas e demais instituições, digo que é possível fazer muito com pouco. A Emei está de portas abertas para trocarmos ideias e quando o seu trabalho é bem feito, os parceiros aparecem”, afirmou.

Jornal Midiamax