Cotidiano

Acordo pode viabilizar digitalização e comercialização de acervo da TV Cultura

Representantes da TV Cultura de São Paulo estão na Capital para discutir um acordo de cooperação com a TVE Cultura MS, que permita a digitalização e comercialização de seu acervo, em projeto pioneiro. A reunião aconteceu na manhã desta terça-feira (24). Detalhes dessa reunião entre o gerente do Cedoc (Centro de Documentação da Fundação Padre […]

Cleber Rabelo Publicado em 24/09/2019, às 14h14

Foto: Divulgação, Fertel
Foto: Divulgação, Fertel - Foto: Divulgação, Fertel

Representantes da TV Cultura de São Paulo estão na Capital para discutir um acordo de cooperação com a TVE Cultura MS, que permita a digitalização e comercialização de seu acervo, em projeto pioneiro. A reunião aconteceu na manhã desta terça-feira (24).

Detalhes dessa reunião entre o gerente do Cedoc (Centro de Documentação da Fundação Padre Anchieta) José Maria Pereira Lopes, e servidores da Fertel (Fundação Luiz Chagas de Rádio e TV Educativa de Mato Grosso do Sul) foram discutidos no Palácio das Comunicações. A ideia com a proposta de digitalização é facilitar o armazenamento e distribuição do conteúdo audiovisual, transformando-o não apenas em um arquivo sobre a história da emissora, mas em uma fonte de receitas para a fundação.

“Em um dos aspectos desse acordo, seria como um sistema de streaming, no qual a audiência teria acesso aos diferentes produtos da TVE Cultura MS e de suas antecessoras em Mato Grosso do Sul”, afirmou o diretor-presidente da Fertel, Bosco Martins.

O gerente do Cedoc, explicou que o processo de digitalização mobiliza o centro de documentação da TV Cultura, a permitir o armazenamento eletrônico de mais de 80 mil atrações. “O acervo dessas empresas é incrivelmente rico. No nosso caso, empresas como a Amazon já demonstraram interesse no conteúdo”, diz.

Bosco Martins ressaltou que a iniciativa vai ao encontro das necessidades externadas pelas emissoras públicas em reuniões do Fórum Nacional do setor.

“É o momento da TV pública não apenas sobreviver, mas se reinventar. Preparar sua programação para um público novo, que anseia pelo digital, é um passo importante. Tornar seu conteúdo em uma nova fonte de renda, por sua vez, atende a uma necessidade comum aos órgãos públicos”, afirmou.

Jornal Midiamax