Cotidiano

Taxa de mortalidade infantil da Capital apresenta redução em 2017

Dados foram apresentados nesta quarta-feira (21)

Raiane Carneiro Publicado em 21/02/2018, às 17h14

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Dados foram apresentados nesta quarta-feira (21)

A taxa de mortalidade infantil em Campo Grande teve uma redução no comparativo com os dados de 2016. Os dados da Cevital (Coordenadoria de Estatísticas Vitais) apresentados nesta quarta-feira (21) na primeira reunião do ano do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna Infantil e Fetal, mostram que o número caiu de 10,71 mortes por 1.000 nascidos vivos em 2016, para 8,74 em 2017.

A taxa de mortalidade tem como parâmetro principal a quantidade de nascimentos contra o número de óbitos infantis. Conforme a Cevital, redução se deve ao aumento no número absoluto de nascidos vivos no ano anterior. Foram 14.295 crianças enquanto em 2016 foram 13.726.

O número de nascimentos na Capital seguia um crescimento gradual entre 2012 e 2015 até apresentar uma queda em 2016. Essa redução pode ter sido influenciada pela epidemia Zika Vírus devido às recomendações do Ministério da Saúde aos casais de adiarem os planos de uma gravidez por conta das possíveis malformações congênitas causas pela doença.

Taxa de mortalidade infantil da Capital apresenta redução em 2017

Mortalidade Materna

Em Campo Grande, foram 35 óbitos maternos por 100 mil bebês nascidos vivos em 2017. O número de mortes maternas está abaixo da média registrada em Mato Grosso do Sul, mas ainda é um índice classificada como de médio risco pela (OMS) Organização Mundial de Saúde. No Estado, a média registrada de mortes é de 66 por 100 mil nascidos. Segundo a Cevital, é durante a gravidez e após o parto que existem os maiores riscos de haver óbito.

Segundo o coordenador da Ceveital, Bruno Holsback Uesato, o número de óbitos na Capital “tem caído gradativamente desde 2015 devido às melhores condições dos serviços de saúde oferecidos às mulheres e gestantes, além de melhores condições sociais”.

Conforme a secretária adjunta da Sesau, Andressa de Lucca Bento, iniciou a reunião no Comitê e ressaltou que o órgão “possui uma importante contribuição nos resultados obtidos em 2017, uma vez que detecta as oportunidades de melhorias e realiza as recomendações à gestão e estabelecimentos de saúde”.

Causas de óbitos infantis

Conforme os dados apresentados nesta quarta-feira, a principal causa de morte de crianças em 2017 estava relacionada com infecções perinatais (49%) que consiste em infecções e septicemia, desconforto respiratório, hemorragia pulmonar e patologias da placenta e cordão umbilical. Outras causas apontadas são malformações congênitas e anomalias cromossômicas (32%), seguido de 6% de mortes com causas de asfixia no domicílio por alimento e conteúdo gástrico.

Números de parto normal e cesáreas

De acordo com as informações do Cevital, em 2017, houve uma redução na proporção de partos normais de 41,1% em 2016 para 38,8% no ano passado. Conforme a OMS, se mãe e bebê estiverem bem, o parto ocorre como um processo fisiológico que requer pouca intervenção médica, sendo aceitável pelo órgão até 15% por cesárea.

Comitê

O Comitê é composto por diversas instituições de saúde, entre hospitais, maternidades, além do Conselho Municipal e Estadual de Saúde. Também participam universidades e profissionais da área da Saúde.

Taxa de mortalidade infantil da Capital apresenta redução em 2017

Jornal Midiamax