Cotidiano

Sindicato alerta produtores para retirada imediata de gado da região Pantaneira

Rio Paraguai está subindo com as chuvas

Wendy Tonhati Publicado em 21/02/2018, às 11h59

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Rio Paraguai está subindo com as chuvas

O Sindicato Rural de Corumbá – cidade a 444 quilômetros de Campo Grande- emitiu alerta aos produtores rurais da planície pantaneira para que comecem imediatamente a retirada do gado das áreas alagáveis para campos mais altos. Com as chuvas constantes, a previsão é de uma grande enchente este ano no Pantanal.

O presidente da entidade ruralista, Luciano Aguilar Leite, se reuniu esta semana com pesquisadores da Embrapa Pantanal, com sede em Corumbá, para avaliar a situação. O sindicato divulgou que ainda não há uma enchente de grandes proporções no Pantanal, pois as águas de Cáceres (alto Pantanal, em Mato Grosso) ainda não chegaram. Porém, baseado nos níveis atuais do Rio Paraguai e a continuidade das fortes chuvas, a região vai continuar enchendo.

Sindicato alerta produtores para retirada imediata de gado da região Pantaneira

A enchente nas áreas ao Sul (Nabileque e Jacadigo) neste período do ano, é um indicativo de que a cheia será de maior intensidade com a chegada das águas de Cáceres, entre abril e junho.

Na parte da subregião da Nhecolândia sob influência dos rios Aquidauana, Miranda e Abobral, na Estrada Parque (MS-184), em Corumbá, os campos estão submersos, com forte vazão em direção ao rio Paraguai. A cheia, no entanto, ainda não afetou a maior atividade na região depois da pecuária, o ecoturismo. O acesso na MS-184 está normal até o trevo com a MS-228.

A subida das águas esta semana no Miranda e Aquidauana, no entanto, deve alterar o cenário na região da Estrada Parque e ampliar o nível de inundação que já ocorre no Nabileque e Jacadigo.

Na previsão do Ministério das Minas Energia, o Rio Paraguai atingirá o nível de alerta de uma cheia pequena na régua de Ladário, ou seja, 4,0 metros, na primeira semana de março. Para a Embrapa Pantanal, é considerada uma cheia normal a cota de até 5,5 metros, e uma grande enchente, acima deste nível.

Foto: Sílvio Andrade

Jornal Midiamax