Sidrolândia a Campo Grande: viagens clandestinas são comuns e Estado faz fiscalização para coibir

A Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos) realiza fiscalização intensiva para inibir a prática de viagens clandestinas de Sidrolândia a Campo Grande. Nos arredores da rodoviária da cidade, que fica distante 70 km da Capital, é comum encontrar motoristas com carros particulares aliciando moradores que seguem até o local para comprar passagens de […]
| 10/05/2018
- 17:52
Sidrolândia a Campo Grande: viagens clandestinas são comuns e Estado faz fiscalização para coibir

A Agepan (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos) realiza fiscalização intensiva para inibir a prática de viagens clandestinas de Sidrolândia a Campo Grande. Nos arredores da rodoviária da cidade, que fica distante 70 km da Capital, é comum encontrar motoristas com carros particulares aliciando moradores que seguem até o local para comprar passagens de ônibus.

Muitos moradores de Sidrolândia viajam com frequência entre a cidade e Campo Grande. Conforme a agência, durante a fiscalização carros foram flagrados entrando dentro das plataformas para tentar atrair os passageiros.

“Nas últimas semanas intensificamos a fiscalização, que é rotineira, para reprimir essa prática. Nossas equipes já puderam observar que o fluxo de passageiros da concessionária foi maior no terminal, com os usuários podendo exercer seu direito de adquirir o bilhete e viajar com a segurança que o sistema legalizado garante”, conta o diretor de Transportes da Agepan, Ayrton Rodrigues.

O transporte público intermunicipal é feito por uma empresa, que oferece nove horários por dia (oito, aos domingos) no sentido Sidrolândia-Campo Grande, e 11 no sentido Campo Grande-Sidrolândia (nove, aos domingos).

Sem garantia e sem segurança

Com base em declarações de passageiros abordados durantes outras fiscalizações já ocorridas, a constatação é de que muitos acabam aceitando a proposta dos clandestinos em função de um horário específico ofertado, da impressão de que chegarão mais rápido ou até mesmo do valor cobrado.

O diretor da Agepan alerta, no entanto, que nenhuma oferta de transportador irregular é vantajosa. “O transporte público que não está sujeito ao controle é sempre prejudicial. Não há garantias de cumprimento de horários, não há garantias de segurança quanto à condição do motorista ou do veículo, não há como reclamar em caso do serviço prestado de forma ruim, porque ele é ilegal”, reforça. “Acaba sendo uma decisão por conta e risco do passageiro”.

Para muitos, o que pode parecer vantagem no momento da oferta, se torna uma grande dor de cabeça. Equipes da Agepan já identificaram motoristas clandestinos abandonando passageiros na rodovia para fugir do flagrante da fiscalização. Um caso recente aconteceu na última semana de abril, entre Ribas do Rio Pardo e Campo Grande, outra região também com grande ocorrência de clandestinos.

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