Cotidiano

Sem ouvir há um mês, campo-grandense pede ajuda para voltar à rotina

Há mais de um mês sem ouvir, Maísa Fátima Siqueira precisa consertar o aparelho auditivo retomar sua rotina. A campo-grandense de 46 anos ficou surda há quase vinte anos e usava um aparelho de audição chamado implante coclear, que estragou.

Mylena Rocha Publicado em 26/04/2018, às 17h23 - Atualizado às 17h42

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Há mais de um mês sem ouvir, Maísa Fátima Siqueira precisa consertar o aparelho auditivo retomar sua rotina. A campo-grandense de 46 anos ficou surda há quase vinte anos e usava um aparelho de audição chamado implante coclear. No dia 20 de março, o aparelho estragou e ela pede ajuda das autoridades para retomar sua autonomia.

A filha de Maísa, Vanessa Confim, tem 19 anos e conta que a mãe não consegue fazer coisas de sua rotina devido à falta da audição. “Eu estudo, não posso acompanhá-la em todos os lugares. Ela já perdeu muitas consultas médicas, fazia tratamento com o psicólogo e agora, sem ouvir, também não dá. Além disso, ela é diabética, recebia a fita de diabetes pelo CEM (Centro Médico de Especialidades) e perdeu o benefício”, explica a filha.

Vanessa conta que Maísa foi encaminhada para o estado de São Paulo, onde recebeu o aparelho auditivo. Com a falha no implante, o aparelho foi encaminhado de volta e custará R$ 8.500, com desconto. “O valor do conserto é este. Se não pagar em 10 dias úteis, ele retorna pra MS e perdemos o desconto, pode chegar a um valor de R$ 11 mil”, afirma.

A família já entrou com um processo da Defensoria Pública para conseguir ajuda no conserto do aparelho, mas a cada dia que Maísa passa sem escutar, maior é o desconforto. Sem o aparelho, Maísa fica ansiosa, perde consultas médicas e a própria independência. “Entramos com processo na Defensoria, mas demora muito. Queremos divulgar para conseguir o quanto antes este benefício”, afirma Vanessa.

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