Cotidiano

Professores e acadêmicos da UFMS protestam contra ações policiais em universidades

Professores e acadêmicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, envolveram o monumento símbolo da universidade com uma faixa preta em protesto às ações da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral em universidades pelo país. O movimento apartidário intitulado Democracia UFMS, conta com mais de 250 membros, que em defesa da […]

Tábata Rauschkolb Publicado em 26/10/2018, às 17h15 - Atualizado às 17h39

Manifestantes "abraçaram"o paliteiro em defesa da liberdade acadêmica (Foto:Lais Alves de Souza)
Manifestantes "abraçaram"o paliteiro em defesa da liberdade acadêmica (Foto:Lais Alves de Souza) - Manifestantes "abraçaram"o paliteiro em defesa da liberdade acadêmica (Foto:Lais Alves de Souza)

Professores e acadêmicos da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande, envolveram o monumento símbolo da universidade com uma faixa preta em protesto às ações da Polícia Federal e da Justiça Eleitoral em universidades pelo país.

Professores e acadêmicos da UFMS protestam contra ações policiais em universidades
O movimento é apartidário e composto por acadêmicos e professores (Foto:Lais Alves de Souza)

O movimento apartidário intitulado Democracia UFMS, conta com mais de 250 membros, que em defesa da liberdade acadêmica decidiu se posicionar e colocar a faixa no ‘paliteiro’, apelido dado o monumento, que é símbolo da UFMS.

A acadêmica de jornalismo Ketlen Gomes, de 24 anos, afirma que os alunos se mobilizaram através do grupo que se sensibilizou com as ações policiais em diversas universidades.

“Os alunos acham muito errado essas atitudes, as aulas falam de um movimento fascista que nunca pode voltar a acontecer, não é algo que citava nomes de candidatos ou tem vínculo partidário”, relata a estudante.

Já a acadêmica de nutrição Livia Moreira relata que as ações dos últimos dias são uma forma de repressão à livre expressão.  “É um absurdo ainda mais porque não falava de nenhum candidato, nenhum partido, então foi uma forma de repressão”, afirma Livia sobre a proibição de aulas sobre o fascismo.

O estudante de ciências sociais Haricson luiz, de 19 anos, conta que o grupo se formou coletivamente, com a participação de diversos cursos e organizações estudantis da universidade. Ele ainda relata que através de conversas, os participantes decidiram criar uma comissão antifascismo e se posicionar diante dos acontecimentos.

Haricson afirma que a faixa foi comprada com uma vaquinha e o paliteiro foi escolhido por ser o símbolo da UFMS. “Acredito que é uma obrigação do estudante se posicionar politicamente em defesa da universidade pública”, finaliza o estudante.

A assessoria de imprensa da UFMS informou ao Jornal Midiamax que “não se pronunciará sobre a manifestação, em cumprimento à Legislação Eleitoral”.

Jornal Midiamax