Cotidiano

Problemas com iluminação pública? Saiba passo-a-passo como solicitar manutenção

Após fim do processo licitatório, a Prefeitura divulgou que as empresas Construtora JLC e Construtora B & C venceram a licitação com a proposta de cobrar R$ 11,1 milhões por ano pelos serviços. Já as empresas eliminadas durante os trâmites, denunciaram que, em cinco anos, a manutenção da iluminação pública deverá custar R$ 11 milhões a […]

Mariane Chianezi Publicado em 16/05/2018, às 15h05 - Atualizado em 17/05/2018, às 18h33

Foto: Ilustrativa
Foto: Ilustrativa - Foto: Ilustrativa

Após fim do processo licitatório, a Prefeitura divulgou que as empresas Construtora JLC e Construtora B & C venceram a licitação com a proposta de cobrar R$ 11,1 milhões por ano pelos serviços. Já as empresas eliminadas durante os trâmites, denunciaram que, em cinco anos, a manutenção da iluminação pública deverá custar R$ 11 milhões a mais para os cofres. TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) e MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul) investigam.

Apesar desse valor, muitos postes públicos de energia continuam dando problemas aos moradores em bairros da Capital, pois muitos se quer acendem quando a noite cai, deixando as ruas na escuridão e há aquelas lâmpadas que ‘se recusam’ a apagar durante o dia, gastando energia em um horário desnecessário.

Mas como os moradores podem solicitar a manutenção do serviço nas ruas onde moram? Confira o passo-a-passo:

Primeiramente o morador deve entrar em contato com a central de denúncias da Prefeitura Municipal, no 156, e relatar o problema que está enfrentando com a iluminação pública. Posteriormente, será gerado um cadastro com o CPF (Cadastro de Pessoa Física) do morador e o endereço (com nome da rua, CEP e número) de onde o requerente quer que seja feita a troca de lâmpadas.

Depois de feito o cadastro do morador e informado o endereço de onde está localizado o poste com defeito, o atendente informará o protocolo de atendimento contendo 10 caracteres numéricos.

Conforme apurado pelo Jornal Midiamax, o morador não irá receber um prazo de feedback e nem quando o serviço será realizado, pois a conclusão da manutenção depende exclusivamente da equipe da região do bairro solicitado.

Por conta disso, no prazo em que achar melhor, a pessoa deverá entrar em contato diretamente com a Ouvidoria no telefone 3314-4639. O funcionário que atender solicitará o protocolo de 10 números da ordem de serviço para verificar o andamento da solicitação.

O morador também pode acessar o site “Fala Campo Grande”, clicando aqui, e verificar o procedimento acessando o cadastro feito através do CPF no 156.

Também é possível realizar denúncia através do aplicativo “Fala Campo Grande”, lançado em agosto de 2017. Na plataforma é possível que o morador faça a sua solicitação diretamente com a ouvidoria da prefeitura. Para fazer o download, basta clicar aqui.

Licitação que pode custar R$ 11 milhões

Em cinco anos, a manutenção da iluminação pública de Campo Grande pode custar R$ 11 milhões a mais para os cofres da Prefeitura Municipal. Pelo menos é o que alegam as empresas desclassificadas na licitação que escolheu duas empreiteiras com preços maiores do que o das eliminadas, segundo elas.

O caso é alvo de ação na Justiça, e se tornou alvo de denúncia no TCE-MS (Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul) e no MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul). O prefeito, Marquinhos Trad (PSD), disse na semana passada que a licitação seguiu os trâmites legais e o contrato seria assinado nesta segunda-feira (14).

No entanto, três empresas participantes entraram na Justiça para suspender o processo licitatório, acusado de “excesso de formalismo” e suspeito de ser direcionado para favorecer concorrentes. Das duas ações, duas já tiveram decisões contrárias, que serão alvo de recurso em segunda instância. E um terceiro processo segue em trâmite.

As empresas Construtora JLC e Construtora B & C venceram a licitação com a proposta de cobrar R$ 11,1 milhões por ano pelos serviços. Caso os contratos com as empresas sejam prorrogados ao máximo, em cinco anos custarão R$ 55,6 milhões.

Jornal Midiamax