Prefeitura cria equipe móvel para socorrer Upas superlotadas da Capital

Para socorrer as Upas (Unidade de Pronto Atendimento) que apresentam quadro de superlotação em Campo Grande, a Prefeitura de Campo Grande colocou em funcionamento, na última segunda-feira (7), a EAGC (Equipe de Apoio Médico e Gestão de Crise). Na prática, uma equipe médica vai ficar à disposição para se deslocar entre as Upas e atender […]
| 08/05/2018
- 16:53
Prefeitura cria equipe móvel para socorrer Upas superlotadas da Capital

Para socorrer as Upas (Unidade de Pronto Atendimento) que apresentam quadro de superlotação em Campo Grande, a Prefeitura de Campo Grande colocou em funcionamento, na última segunda-feira (7), a EAGC (Equipe de Apoio Médico e Gestão de Crise). Na prática, uma equipe médica vai ficar à disposição para se deslocar entre as Upas e atender a população, desafogando o atendimento nos momentos de maior lotação.

De acordo com a (Secretaria Municipal de Saúde), momentaneamente, os profissionais devem ficar concentrados na Sala de Situação da Secretaria, onde terão acesso aos dados analíticos e situacionais sobre o fluxo de atendimento nas seis UPAs e quatro CRSs (Centros Regionais de Saúde) que integram a rede de urgência e emergência do município.

A partir desta análise, as equipes são designadas para fazer o reforço nas unidades que estejam sobrecarregadas e com pacientes aguardando por maior tempo. Segundo a Sesau, a princípio, as equipes devem reforçar as quatro unidades que historicamente recebem um número maior de pacientes: Coronel Antonino, Universitário, Leblon e Vila Almeida, em horários considerados mais críticos, como a troca de plantão do período vespertino para o noturno.

Na primeira semana, as duas equipes, que são compostas por três médicos clínicos cada, devem atuar somente no período noturno das 19h à meia-noite, e os atendimentos devem abranger principalmente os pacientes classificados como azul ou verde que, eventualmente, têm um tempo de espera mais prolongada.

Superlotação

A superlotação das Upas e dos CRSs é um problema crônico que atinge a população da Capital há vários anos. O atendimento nas unidades é feito com base na classificação de risco, sendo que a prioridade é para os casos mais graves e com risco de vida (classificação vermelha).

A demora atinge principalmente os pacientes classificados como verde e azul (menor gravidade). Estes pacientes aguardam, dependendo do dia, mais de cinco horas por atendimento.

Em diversas ocasiões, leitores do Jornal Midiamax esperaram atendimento por mais de cinco horas e entraram em contato relatando que, após consultar a escala médica, o número de médicos não ‘batia’ com a escala disponibilizada. Profissionais faltavam e o problema se agravava no horário da troca de plantão.

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