Cotidiano

Com morte de maquiador, Campo Grande tem 4 vítimas de leishmaniose em 6 meses

O maquiador de Campo Grande Josimar Pereira Madeira, 31 anos, morreu na última terça-feira (3) vítima de leishmaniose. Ele estava internado no Hospital El Kadri, na Capital. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que ainda não foi notificada sobre a morte. Até o momento já constam no registro da secretaria outros três óbitos pela […]

Wendy Tonhati Publicado em 04/07/2018, às 10h42 - Atualizado em 05/07/2018, às 09h30

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O maquiador de Campo Grande Josimar Pereira Madeira, 31 anos, morreu na última terça-feira (3) vítima de leishmaniose. Ele estava internado no Hospital El Kadri, na Capital. A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) informou que ainda não foi notificada sobre a morte. Até o momento já constam no registro da secretaria outros três óbitos pela doença.

A leishmaniose é uma doença de notificação compulsória, logo a Sesau deverá notificada e o caso passará a constar nas estatísticas oficiais. O maquiador estava internado para tratar a doença desde maio. Ele publicou em sua página no Facebook, no último dia 25 de junho, que havia saído da CTI (Centro de Terapia Intensiva) para o quarto e esperava voltar em breve para casa.

Ele recebeu o apoio de dezenas de amigos e familiares em suas postagens, mas teve complicações como anemia e não resistiu ao tratamento.

Conforme a Sesau, até junho, foram 69 notificações de leishmaniose visceral em Campo Grande. Apesar de grave, a Leishmaniose Visceral tem tratamento para as pessoas. Ele é gratuito e está disponível no SUS (Sistema Único de Saúde). Em Campo Grande o tratamento é realizado no CEDIP (Centro De Doenças Infecto Parasitárias).

Em 2017, a SES (Secretaria Estadual de Saúde) registrou 125 notificações de leishmaniose em todo o Estado e sete mortes.

Leishmaniose Visceral

A Leishmaniose Visceral é uma doença infecciosa sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações.

Os transmissores são insetos conhecidos popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros. Estes insetos são pequenos e têm como características a coloração amarelada ou de cor palha e, em posição de repouso, suas asas permanecem eretas e semiabertas.

A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.

A prevenção ocorre por meio do combate ao inseto transmissor. É possível mantê-lo longe, especialmente com o apoio da população, no que diz respeito à higiene ambiental. Essa limpeza deve ser feita por meio de:

  • Limpeza periódica dos quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais e outros entulhos que favoreçam a umidade do solo, locais onde os mosquitos se desenvolvem);
  • Destino adequado do lixo orgânico, a fim de impedir o desenvolvimento das larvas dos mosquitos;
  • Limpeza dos abrigos de animais domésticos, além da manutenção de animais domésticos distantes do domicílio, especialmente durante a noite, a fim de reduzir a atração dos flebotomíneos para dentro do domicílio.
  • Uso de inseticida (aplicado nas paredes de domicílios e abrigos de animais).
Jornal Midiamax