Infestação do Aedes aegypti coloca 27 área de Campo Grande em estado de risco

Uma pesquisa recente da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) constatou com 27 áreas de Campo Grande estão em estado de risco, 34 em alerta e apenas 8 aparecem com índices considerados satisfatórios, ou sejam menores de 1% de infestação. No último LiRaa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti), apenas a área Centro […]
| 21/11/2018
- 21:28
Foto: Ilustração
Foto: Ilustração - Foto: Ilustração

Uma pesquisa recente da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) constatou com 27 áreas de Campo Grande estão em estado de risco, 34 em alerta e apenas 8 aparecem com índices considerados satisfatórios, ou sejam menores de 1% de infestação.

No último LiRaa (Levantamento Rápido do Índice de Infestação por ), apenas a área Centro 473/ Bairro Amambaí apresentou índice superior a 3,9%, que é considerado de risco. Neste ano, a pesquisa passou a ser estratificada por unidade de saúde/áreas e não mais por bairro.

Ainda segundo os dados levantados, a área mais crítica é da UBSF Paradiso que abrange os bairros Monte Castelo, Seminário e Vila Nossa Senhora das Graças, com Índice de Infestação Predial (IPP) de 9%. Em maio, o IPP da área era menor que 2%, o que representa um aumento de mais de 6%.

As áreas das UBSFs Jardim Azaleia e Alves Pereira apresentam índice de 8.1%, seguidas da UBS Mata do Jacinto e UBSF Vila Fernanda com 6.7%, UBSs Universitário e Caiçara com 6.6%. O levantamento completo dos meses de maio e outubro deste ano está disponível aqui.

Chuva

Segundo o secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela, o aumento nos índices já era esperado por conta do período mais chuvoso e por isso é necessário que haja uma conscientização e engajamento ainda maior da população, uma vez que 80% dos focos são encontrados dentro das residências.

“Diferente do que muita gente pensa, a maioria dos focos do mosquito está dentro do nosso lar. Naquele vaso de planta que fica no fundo de quintal, na calha entupida e em materiais inservíveis jogados no quintal. Portanto é preciso que isso sirva de alerta para a população e que todos nós tenhamos consciência. O poder público faz a sua parte, mas é extremamente necessário o envolvimento de todos nesta batalha”, disse.

De acordo com o secretário as ações de combate à proliferação do mosquito estão sendo intensificadas nos bairros com maiores índices de infestação e dentro da rotina nas demais regiões.

“Diariamente três viaturas do fumacê estão percorrendo esses bairros e paralelamente o trabalho de campo está sendo intensificado através das vistorias e orientações a cargo dos agentes de saúde. A partis das próximas semanas vamos intensificar também os mutirões e agir para evitar que nosso município enfrente uma nova epidemia das doenças relacionadas ao Aedes aegypti”, pontua.

Dados epidemiológicos.

De janeiro a novembro deste ano foram registrados 979 casos confirmados de Dengue no município de Campo Grande, seis de Zika e 61 de Chikungunya.

No mesmo período do ano passado foram 688 casos de Dengue confirmados, 2 de Zika e 39 de Chikungunya.

Veja também

Últimas notícias