Cotidiano

Greve de duas categorias deixa Receita Federal sem atendimento em MS

Sindicatos dizem que paralisação segue movimentos nacionais por reivindicações de direitos

Raiane Carneiro Publicado em 08/06/2018, às 16h54 - Atualizado às 17h11

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Servidores administrativos e auditores da Receita Federal estão em greve em todo o Mato Grosso do Sul. Segundo os sindicatos representantes, a paralisação das atividades segue movimentos nacionais que acontece pela reivindicação de direitos como o bônus de produtividade para os auditores e pela criação de uma carreira específica para os administrativos.

Segundo a representante regional do Sindfazenda (Sindicato dos Servidores Administrativos do Ministério da Fazenda), Ione Coelho, a paralisação das atividades segue uma mobilização nacional e acontece desde o dia 26 de abril no Estado. O principal pedido da categoria é a criação de uma carreira específica para os servidores administrativos. “Nossa reivindicação não tem impacto financeiro, é só a criação da carreira”, explicou a representante.

Conforme o sindicato, a paralisação das atividades acontece duas vezes por semana, sendo nas terças e quintas. Na Capital, a adesão foi total por parte da categoria, impactando diretamente no atendimento ao público na sede da Receita Federal. Além de Campo Grande, os servidores pararam no interior do Estado também como nas cidades de Corumbá, Aquidauana e Três Lagoas, segundo Sindfazenda. Em Dourados, poucos servidores continuam atuando e em Ponta Porã, houve paralisação apenas no início do movimento.

Outra categoria que está em greve é a dos auditores da Receita Federal. De acordo com o presidente no Estado do Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), Fábio Galizia David de Campos, a categoria está em greve desde novembro do ano passado, aderindo as ações feitas pelo Brasil pelo sindicato nacional.

O movimento é para pedir a regulamentação do bônus por eficiência conforme o que foi tratado em um acordo com o governo federal. “Foi firmado um acordo em maio de 2016 com o governo federal e ainda não foi implementado totalmente”, disse.

Segundo Campos, no início da movimentação, a paralisação era de três dias, mas desde a metade de maio, os servidores pararam totalmente as atividades. Das cinco cidades com posto da Receita Federal, apenas nas cidades com fronteira como Ponta Porã, Mundo Novo e Corumbá está havendo atendimento. “O que está acontecendo nessas cidades de fronteira é que há uma demora maior para fazer o comércio internacional”, explicou.

Já o presidente do Sindreceitas-MS (Sindicato dos Analistas Tributários em Mato Grosso do Sul), Cláudio Márcio Brasil Ferreira, explicou que a categoria também havia paralisado as atividades no Estado em função da regulamentação do bônus de produtividade para os analistas tributários, mas o atendimento foi retomado nesta semana, conforme a decisão em assembleia.

A reportagem entrou em contato com a sede da Receita Federal em Campo Grande, que não se manifestou sobre a greve.

Jornal Midiamax