Cotidiano

Filas diminuem perto do fim do prazo do cadastramento biométrico

Eleitores que deixaram para última hora culpam trabalho

Joaquim Padilha Publicado em 18/03/2018, às 18h36

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Eleitores que deixaram para última hora culpam trabalho

O movimento em torno dos dois únicos postos para cadastramento da biometria abertos na Capital neste domingo (18), no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral) e no Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho, continua intenso durante a tarde, mas o tamanho das filas diminuiu.

Até o momento, cerca de 5,4 mil pessoas foram atendidas em ambos os postos, segundo as contas das equipes. Cerca de 9% dos 630 mil eleitores da capital devem ter seus títulos cancelados por não fazerem a biometria dentro do prazo.

A expectativa é que 10 mil pessoas sejam atendidas durante todo o dia no município. Muitos reclamam da demora no atendimento, e reconhecem que deveriam ter feito o cadastro anteriormente, mas que deixaram para última hora.

“Brasileiro né, deixa tudo para última hora”, comenta a doméstica Adriana Chaves, 40 anos, que levou água para enfrentar a fila no Memorial da Cultura. Questionada sobre até quando deve ficar na fila, disse que “pelo jeito até fechar”.

O tapeceiro Evanir José da Silva, 52 anos concorda. “Brasileiro é assim mesmo”, responde. Ele disse ter ido ao Memorial para vender águas, mas não obteve sucesso: dos 20 fardos que comprou para revenda, três foram vendidos.

Muitos levaram água de sua própria casa, como o estudante Hotton Freitas, 27 anos. “Não vou mentir, eu fiquei protelando mesmo, tive outras oportunidades de vir, mas deixei pro último dia mesmo”, diz ele, que também levou bolachas para não passar fome na fila no TRE-MS.Filas diminuem perto do fim do prazo do cadastramento biométrico

Já outros atribuem a ida aos postos no último dia do prazo à falta de tempo. “Eu não vim antes porque trabalhava num shopping que era todos os dias”, diz Irene Graf, 25 anos, oficial de cozinha, que conseguiu ir ao TRE-MS depois de trocar de emprego.

A cabelereira Deise Machado da Silva, 40 anos, relata o mesmo. “Nós não viemos antes por correria e falta de tempo. Não imaginaos que iriamos ficar sem água e sem ir ao banheiro”, afirma ela, que levou 6h para ser atendida no TRE-MS.

Fila diminui no Memorial

A auxiliar administrativa Sabrina Rodrigues Centurion, 31 anos, disse ter ido ao CAE (Centro de Atendimento ao Eleitor) do TRE-MS depois de ter passado pelo Memorial da Cultura Apolonio de Carvalho, mais cedo neste domingo.

Segundo ela, a fila no local estava “sem condições”. A mesma situação é relatada por outros dos entrevistados, que disseram ter preferido ir ao TRE-MS por causa da organização. A fila em frente ao Memorial chegava a dar duas voltas na quadra na manhã deste domingo.

Agora a tarde, a situação no Memorial está sob maior controle. Uma das vias da Av. Fernando Correa da Costa foi fechada entre a 14 de julho e a Calógeras, para que os eleitores pudessem formar fila no local sem precisarem dar a volta na quadra.

Jornal Midiamax