Cotidiano

Comissão apresenta demandas de comerciantes e cobra Reviva durante reunião

Após comerciantes realizarem protesto no Centro de Campo Grande, integrantes da Comissão de Acompanhamento das Obras da 14 de Julho se reuniram nessa segunda-feira (24), na sede da Unidade Gestora do Programa Reviva, para ouvir sobre o andamento das obras de requalificação da Rua 14 de Julho e apresentar algumas demandas dos comerciantes da região. […]

Mariane Chianezi Publicado em 25/09/2018, às 18h07

Comerciantes realizaram manifestação no Centro na semana passada | Foto: Mariane Chianezi
Comerciantes realizaram manifestação no Centro na semana passada | Foto: Mariane Chianezi - Comerciantes realizaram manifestação no Centro na semana passada | Foto: Mariane Chianezi

Após comerciantes realizarem protesto no Centro de Campo Grande, integrantes da Comissão de Acompanhamento das Obras da 14 de Julho se reuniram nessa segunda-feira (24), na sede da Unidade Gestora do Programa Reviva, para ouvir sobre o andamento das obras de requalificação da Rua 14 de Julho e apresentar algumas demandas dos comerciantes da região. Além deles, estiveram presentes representantes da coordenação do Reviva e da Engepar, empreiteira responsável pelas obras.

Na reunião, o engenheiro Carlos Clementino falou sobre o andamento dos trabalhos, prazos para liberação de cruzamentos e vias e a perspectiva de entrega de parte da requalificação até o dia 7 de dezembro, visando o período de Natal.

Para a data, inclusive, está sendo estudada a organização de uma campanha especial em conjunto com CDL, Associação Comercial, Fecomércio e o apoio da Prefeitura, no intuito de alavancar as vendas. Segundo Clementino, a primeira quadra a sofrer intervenção, entre a Fernando Corrêa da Costa e 26 de Agosto, será aberta na próxima semana. Também foi explicada a questão das chuvas e do trabalho interrompido por conta do solo úmido.

Outro ponto discutido foi o acompanhamento dos membros visando sugestões de alternativas para minimizar os impactos causados pela obra. Também discutiu-se a respeito das edições do Reviva Cultura como forma de incentivar o consumo nas lojas do centro. A proposta é realizar uma edição por mês, sendo a próxima no dia 6 de Outubro.

Um exemplo de que os conselheiros estão acompanhando a obra é que, durante o encontro, o conselheiro da região do Prosa, Elias Santana, elogiou a qualidade dos materiais usados pela empreiteira. Na vistoria técnica realizada em agosto, Elias fotografou os materiais, pesquisou sobre eles e constatou a boa qualidade de cada um.

Comissão

A criação da Comissão faz parte das medidas de mitigação do Programa Reviva Campo Grande e é formada por representantes da sociedade civil organizada de todas as regiões da cidade, através dos Conselhos Municipais. Também participam, entidades representativas dos comerciantes, como Sebrae, Associação Comercial, Câmara dos Dirigentes Lojistas, Fecomércio e Sindivarejo.

‘Queremos trabalhar’

A tarde da última quinta-feira (20) foi marcada por um protesto de comerciantes contra as obras do Reviva Centro, na Rua 14 de Julho, em Campo Grande. Alegando demora, queda de clientes e acordos não cumpridos, cerca de 100 manifestantes gritavam palavras de ordem e pediam uma solução por parte da Prefeitura Municipal.

Lojistas e funcionários realizaram um apitaço e tomaram conta da Rua por volta das 14h. Entre as reclamações, os protestantes garantiram que o acordo feito com a Prefeitura e a empreiteira responsável pelas obras não estaria sendo cumprido.

Eles alegam que o acertado foi de que os trabalhos durariam, no máximo, 60 dias por quadra e, atualmente, esse prazo já se estendeu para 120 dias. Além disso, a empreiteira também teria garantido que cada quadra seria feita por vez. Mas, segundo os manifestantes, a dimensão que engloba a Rua 14 de julho com a Rua 7 de Setembro ainda não foi entregue e os maquinários já avançaram para as outras regiões.

A morosidade na entrega também seria outro motivo de reclamação. Um comerciante, que não quis se identificar, relatou que nos dias 18 e 19, as máquinas e funcionários estariam no local da obra, mas não trabalharam de fato. As folgas nos fins de semanas também geram revolta entre os lojistas.

Jornal Midiamax