Combate à corrupção e intervenção militar também são bandeiras de protesto na Capital

Manifestantes usam carros e bicicletas em ato
| 27/05/2018
- 21:22
Combate à corrupção e intervenção militar também são bandeiras de protesto na Capital

Em evento marcado no Facebook como ‘Vem Para Rua Brasil, Manifestação De Apoio Aos Caminhoneiros!’ que acontece neste domingo (27) nos altos da Avenida Afonso Pena e segue em carreata para o Centro de Campo Grande, os manifestantes aproveitam o apoio para apoiar a intervenção militar e o combate à corrupção no país.

Em centenas de carros e bicicletas, todos afirmam que a é início para que a população exponha uma série de descontentamentos com a administração pública no Brasil. Nos carros, a bandeira nacional sacode pelas janelas e cartazes de ‘Fora, Temer’ e ‘Intervenção Militar Já’ se misturam pela multidão.

Combate à corrupção e intervenção militar também são bandeiras de protesto na Capital
Foto: Tatiana Marin

O estudante Otávio Augusto, de 19 anos, disse que está na rua para mudar o país. “Também apoio a intervenção militar. A greve está ajudando as pessoas a pararem para ver o que precisa melhorar, para a gente ir ajustando as coisas e fazendo mudanças”.

Administradora, Gracita Barbosa, de 54 anos, nega o rótulo de greve ou manifesto para o movimento deste domingo. “É um ato cívico, não é protesto e nem greve. Essa movimentação é em prol da boa gestão. O que precisa é a gente profissionalizar a gestão pública. Chega de cargo comissionado por indicação. Hoje, o custo de trabalho está mais alto que o benefício e nenhuma empresa sobrevive a isso”.

Uruguaio naturalizado brasileiro, o fazendeiro e microempresário Júlio Porto, de 49 anos, afirma que a manifestação é reflexo da insatisfação geral das pessoas. “Eu apoio um país diferente para mim e para os meus filhos. Apoio a greve dos caminhoneiros, porque até que enfim alguém se manifestou. É preciso um pouco mais de governabilidade”.

Combate à corrupção e intervenção militar também são bandeiras de protesto na Capital
Foto: Tatiana Marin

O aposentado Sandoval Oliveira, de 65 anos, acredita que o país chegou ao limite. “Eu vivi minha adolescência e juventude protestando contra a falta de liberdade. Mas eu percebi que o povo brasileiro precisa ser tutelado. Titela nacionalista, verde e amarela. Peço a intervenção militar e apoio a greve dos caminhoneiros. Essa paralisação é o estopim, precisamos chegar no limite e chegamos para ver que é preciso mudança”.

Professora de Letras, Fernanda dos Santos de Carvalho, de 34 anos, está nas ruas contra a corrupção. “A gente precisava de um estalo para isso e os caminhoneiros pararam, então a hora é agora e se não for, não será nunca mais”. Fernanda não concorda com intervenção dos militares. “O povo brasileiro não está preparado para isso”.

A biomédica Caiane Pivetta, de 27 anos, está com colegas de trabalho e a família na Afonso Pena. “Os caminhoneiros começaram e agora eu, que venho de uma família onde meu pai é caminhoneiro, protesto por um país melhor. Quero que diminua a corrupção para que as pessoas que estão lá [no poder] nos represente de verdade. Neste momento, eles não representam a gente”.

A carreata saiu da concentração em frente ao Aquário do Pantanal e seguiu pela Afonso Pena, rumo ao Centro.

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