Cotidiano

Após ‘enxurradas’ de críticas, aplicativo SimSimi será suspenso no Brasil

SimSimi tem interface amigável, mas não estava agradando pais de crianças no país e em Campo Grande, moradores de um condomínio chegaram a mobilizar-se para orientar pais.

Mariane Chianezi Publicado em 23/04/2018, às 17h12 - Atualizado às 17h14

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Criadora do aplicativo SimSimi, a empresa sul-coreana ISMAKER, anunciou na última sexta-feira (20) a suspensão da plataforma no Brasil. Fato ocorreu depois do app receber ‘enxurradas’ de críticas, por permitir o acesso de crianças a conteúdos considerado inadequado.

No comunicado, a ISMAKER afirmou que a decisão foi motivada pelo “significativo impacto negativo” que teve no Brasil. Embora tenha o download suspenso, o SimSimi ainda pode ser acessado por meio de seu site oficial, caso o usuário faça login com uma conta no Gmail ou no Facebook.

Conforme publicou o Estado de São Paulo, o app simula um bate-papo entre o usuário e um personagem virtual. O conteúdo dessa conversa simulada é, contudo, colhido a partir de um banco de dados alimentado pelos próprios usuários, no qual é possível escrever uma pergunta e, ao mesmo tempo, indicar qual seria a resposta indicada.

“Parece que alguns usuários brasileiros têm recentemente ensinado palavras maliciosas ao SimSimi. A maioria dessa palavras se relaciona a crimes, como assassinato e sequestro, contra crianças e seus familiares”, escreveu a empresa sul-coreana em comunicado.

O Jornal Midiamax, publicou, recentemente, uma matéria em que pais de crianças de um condomínio localizado no Bairro Santa Luzia se mobilizaram para impedir que os filhos utilizassem a plataforma. SimSimi foi chamado de ‘aplicativo demoníaco’ por leitora.

Jornal Midiamax