Cotidiano

Apesar da queda de 1,7% no preço, motoristas ainda rejeitam etanol

Os preços do etanol nos postos de combustível recuaram em 16 Estados brasileiros na semana passada, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP houve queda de 1,79% no preço do etanol na semana passada, conforme a Agência Estadão. O preço, em média […]

Mariane Chianezi Publicado em 14/05/2018, às 17h19 - Atualizado às 17h34

Foto: Ana Clara Santos
Foto: Ana Clara Santos - Foto: Ana Clara Santos

Os preços do etanol nos postos de combustível recuaram em 16 Estados brasileiros na semana passada, segundo levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Na média dos postos brasileiros pesquisados pela ANP houve queda de 1,79% no preço do etanol na semana passada, conforme a Agência Estadão.

O preço, em média dos combustíveis, segundo a última pesquisa do Jornal Midiamax é de R$ 3,98 a gasolina e de R$ 3,22 o etanol. Apesar de estar com queda no preço, o campo-grande ainda rejeitam o etanol e seguem abastecendo com gasolina. Reflexo esse, se dá pela dificuldade a cada dia em ver os clientes abastecendo com etanol.

Devido à pouca diferença, Maria Júlia Alves Lima, que trabalha como representante comercial disse que normalmente faz a conta para saber qual combustível está compensando mais abastecer. “Recentemente fiz as contas e ainda acho que a gasolina está compensando mais”, afirmou.

Compartilhando do mesmo raciocínio de Maria Júlia, o estudante Liniker Macedo, contou que a gasolina ainda compensa, pois, o etanol está com diferença mínima nos preços. Fábio Freitas, que trabalha como leiturista de rua, só coloca gasolina porque o carro só é acostumado com gasolina.

O desempenho do etanol nos motores dos veículos, também faz com que os motoristas prefiram abastecer com a gasolina. Por conta disso, Carla Cristina Oliveira, disse que prefere a gasolina. “O que eu coloco de gasolina para rodar, eu tenho que colocar o dobro de etanol”, relatou.

Minoria, o motorista da Uber, Dovaldo dos Passos, diz que abastecer com etanol é mais vantajoso pois o combustível tem o mesmo desempenho da gasolina. “Tem muita gasolina misturada e por isso o etanol é melhor. Vou continuar abastecendo com etanol”, disse à reportagem.

Etanol encalhado nas bombas

Os altos preços dos combustíveis são motivo de constantes reclamações entre os campo-grandenses. E o etanol vem surpreendendo o consumidor. Em abril, o preço do litro chegou a R$ 3,99 em Campo Grande, segundo levantamento divulgado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). E o resultado é sentido nas bombas: o consumo caiu 22% e os estoques sobram. De acordo com o Sinpetro, nos três primeiros meses de 2018, apenas 7% do combustível comercializado foi etanol.

Segundo fontes do setor, o consumo do etanol despencou desde a implantação da nova política de preços da Petrobras. “Houve redução devido ao fator do preço da gasolina que com a nova política de preços, com aumentos diários implantada pela Petrobras, o que impossibilita uma melhor competitividade entre os dois produtos”, afirma o gerente executivo do Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis, Lubrificantes e Lojas de Conveniência de Mato Grosso do Sul), Edson Lazaroto.

No levantamento de postos de combustível feito pela ANP , o etanol chegou a custar até R$ 3,99. O valor se aproxima ao da gasolina, que foi vendida por um preço médio de R$ 4,02 em abril. A gasolina representou 65% da venda e o diesel 28%.

A representante de um posto de combustível no centro da Capital afirma que a gasolina é maioria nas vendas, com 80% de total, contra 10% de diesel, 5% de gasolina grid e 5% de etanol. “Tivemos uma queda no consumo do etanol sim, estamos enfrentando uma guerra de preço entre alguns postos, elevou muito e só agora começa a baixar o preço”, afirma Berta dos Santos.

Jornal Midiamax