Cotidiano

Sem regularização de energia, moradores voltam a protestar em bairro na Capital

Cerca de 50 famílias

Ana Paula Chuva Publicado em 11/08/2017, às 20h08

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Cerca de 50 famílias

Sem energia, os moradores do bairro Mário Covas protestam pelo segundo dia consecutivo após a operação da concessionária Energisa que cortou 120 ligações irregulares no local.

São cerca de 50 famílias que estão fechando a principal rua do bairro e pedem o restabelecimento da energia, nesta sexta-feira (11).  

Operação

A concessionária de energia, Energisa, realizou a operação para colocar fim às ligações irregulares, conhecidas como ‘gatos de energia’ nesta quinta-feira (10), no bairro Mário Covas, em Campo Grande.

Na ocasião foram 20 equipes da concessionária, com apoio da Polícia Militar, fizeram o desligamento de energia em aproximadamente 120 barracos, onde o fornecimento estaria irregular.Sem regularização de energia, moradores voltam a protestar em bairro na Capital

Um levantamento da empresa revelou que em média são desviados R$ 78 mil por ano com as ligações clandestinas.

Primeiro Protesto

No final da tarde da quinta-feira, as famílias se reuniram para protestar no local.  Eles fecharam a Rua Catiguá, principal do bairro.

A maioria chegou a dizer à equipe do Jornal Midiamax que poderia pagar pelo padrão e pela conta, porém criticaram a concessionária por não ter feito uma proposta para a regularização das ligações.

Energisa

A concessionária Energisa informou que por lei só pode regularizar o fornecimento de energia em áreas invadidas se houver permissão do Governo, Prefeitura ou Ministério Público.

Prefeitura

O prefeito Marquinhos Trad (PSD), disse nesta sexta-feira, que não existem possibilidades de regularizar a situação no local.  “Isso se arrasta há nove anos. As famílias já foram notificadas pela Energisa diversas vezes e regularizar onde eles estão é impossível porque tem nascente, é zona de proteção ambiental”, justificou.

O prefeito disse ainda que a única maneira é remover os moradores da ocupação, no entanto, não informou se há alternativa de moradia para as famílias. “Não vejo outra maneira a não ser a remoção”, disse.

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