Cotidiano

Santa Casa começa a ‘desafogar’ e atendimento pode ser normalizado

Há dois dias hospital 'fechou' Pronto-socorro

Midiamax Publicado em 04/08/2017, às 12h46

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Há dois dias hospital ‘fechou’ Pronto-socorro

Atendimentos na Santa Casa de Misericórdia de Campo Grande – interrompido na última quarta-feira (2) devido à superlotação – pode ser normalizado nesta sexta-feira (4). A previsão foi anunciada nesta manhã pela assessoria de comunicação do hospital.

Há dois dias o portão do Pronto-Socorro foi fechado a fim de evitar novos atendimentos. O objetivo, segundo a direção do hospital, é dar prioridade aos pacientes que já aguardavam dentro da unidade. 

Apesar do portão fechado e o pedido para que a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) regulasse os atendimentos para outros hospitais, a assessoria de comunicação afirma que da zero hora dessa quinta-feira (3) até as 8 horas de hoje, 20 pacientes graves deram entrada no hospital.

Conforme a assessoria de comunicação da Santa Casa, alguns pacientes apresentaram evolução no quadro de saúde, o que permitiu redução em determinados setores, no entanto, a situação ainda é crítica. O CTI (Centro de Terapia Intensiva) que conta com 93 leitos continua lotado e pacientes esperam por vaga.Santa Casa começa a ‘desafogar’ e atendimento pode ser normalizado

Na ala vermelha – onde os pacientes graves são encaminhados – a capacidade foi extravasada. São seis leitos, no entanto, ao menos 10 pacientes estão no setor. No pós-operatório cinco pacientes ainda esperam por vaga. 

Caos –

Além da superlotação enfrentada há dois dias, o hospital também passa por crise financeira. Segundo o superintendente da Santa Casa, Augusto Ishi, o hospital permanece com teto de 2016 e sem previsão de aumento no repasse.

Outro impasse provocou a suspensão de cirurgias eletivas. A decisão foi anunciada no último dia 24 e na terça-feira (1º) os procedimentos foram suspensos. Foram mantidas apenas cirurgias já agendadas. 

A medida é uma forma de pressionar a Prefeitura em relação à contratualização do hospital. O contrato foi encerrado em dezembro de 2016 e desde então, ao menos oito aditivos foram assinados para manter os serviços e o repasse de R$ 20,2 milhões oriundos do governo Federal, Estado e Município.

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