Cotidiano

Prefeito diz que é impossível regularizar energia em área ocupada no Mário Covas

Empresa desfez 120 ligações clandestinas

Midiamax Publicado em 11/08/2017, às 15h46

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Empresa desfez 120 ligações clandestinas

​Nesta sexta-feira (11), um dia depois da operação que colocou fim a 120 ligações clandestinas – em uma ocupação popular no Bairro Mário Covas em Campo Grande -, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) disse que não há possibilidades de regularizar a situação no local.

“Isso se arrasta há nove anos. As famílias já foram notificadas pela Energisa diversas vezes e regularizar onde eles estão é impossível porque tem nascente, é zona de proteção ambiental”, justificou.

O prefeito disse ainda que a única maneira é remover os moradores da ocupação,  no entanto, não informou se há alternativa de moradia para as famílias. “Não vejo outra maneira a não ser a remoção”, disse.

As ligações clandestinas foram desfeitas durante operação realizada pela Energisa, nessa quinta-feira (10). Conforme as informações, 20 equipes executaram os trabalhos, em aproximadamente 120 barracos. Prefeito diz que é impossível regularizar energia em área ocupada no Mário Covas

Durante a operação, a comunidade disse estar surpresa com o corte da eletricidade, pois, já teriam participado de reuniões com vereadores e o prefeito da Capital, onde teria sido garantido que isso não aconteceria.

De acordo com a assessoria de comunicação da concessionária, pelo menos outras quatro operações já foram realizadas na mesma área. Levantamento da empresa revela que em média são desviados R$ 78 mil por ano com as ligações clandestinas.

Segundo o gerente de Medição e Combate a Perdas, Paulo Roberto dos Santos, as ligações clandestinas não obedecem a padrões mínimos de segurança.

“Os chamados ‘gatos’ colocam em risco a vida das pessoas por conta dos choques elétricos, incêndios e curtos circuitos, além de ser crime e gerar impacto nas tarifas de clientes regulares, oferecem riscos à população, sobrecarregam e comprometem a confiabilidade da rede de distribuição de energia”, explicou.

Confusão –

A princípio os moradores não impediram o trabalho, mas depois decidiram fechar a Rua Catiguá, o que gerou  princípio de confusão com policiais militares que estavam no local. Um morador que tentava bloquear a via com um pedaço de madeira foi detido. Os demais, fizeram um cordão humano a fim de trancar a rua. 

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