Recurso voltado à UTI está suspenso desde fevereiro

Os recursos do governo do Estado para custear os leitos da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) da maternidade Cândido Mariano estão suspensos desde fevereiro, de acordo com a SES (Secretaria Estadual de Saúde). O motivo, conforme explicou a Secretaria, o governo teria identificado que o hospital não cumpriu todas as metas estabelecidas no contrato.

O envio para custear os leitos inaugurados em 2015 era de R$ 200 mil. Agora, conforme a SES, a direção da maternidade terá que apresentar um planejamento administrativo para voltar a receber os valores. A questão foi decidida na terça-feira (30), em reunião entre a SES, a direção do hospital e a Sesau (Secretaria municipal de saúde pública).

O governo do Estado repassa à maternidade, além dos recursos para a UTI, R$ 200 mil para outros serviços oferecidos no hospital A Prefeitura, por sua vez, repassa R$ 1.253.881,96 ao hospital. Por meio da assessoria de imprensa, a Sesau declarou não ter atrasos no repasse mensal.

Rombo em hospitais é investigado

Em 2016, o MPE-MS (Ministério Público Estadual), por meio da 32ª promotoria de Justiça de Campo Grande, instaurou inquérito civil para apurar se haveria necessidade de aumentar o valor dos repasses feitos pela Prefeitura Municipal de Campo Grande e pelo Governo do Estado ao Hospital Nosso Lar e à Maternidade Cândido Mariano.

Ambas as entidades sofrem com largos déficits, segundo os autos da investigação. A Maternidade Cândido Mariano teria recebido do SUS, no ano de 2015, uma receita equivalente a R$ 14,3 milhões, quando teve despesas de R$ 19,1 milhões. Em 2016, a instituição acumula, desde o início do ano, um déficit de R$ 4,3 milhões.

O Jornal Midiamax ligou diversas vezes para a diretoria do hospital, sem sucesso. A reportagem também consultou o MPE, por meio da assessoria de imprensa, para saber os resultados da investigação, mas ainda não obteve resposta.