Falta de consciência: Lago do Amor é usado como ‘lixeira’ de frequentadores

Lixos são deixados ao redor do local
| 05/09/2017
- 17:15
Falta de consciência: Lago do Amor é usado como ‘lixeira’ de frequentadores

Lixos são deixados ao redor do local

​Um dos cartões postais de Campo Grande, o Lago do Amor – que recebeu este nome por ser um famoso local de encontro de casais apaixonados – é uma das principais áreas de lazer escolhidas por quem gosta de natureza, no entanto, com o grande fluxo de pessoas e a venda de produtos alimentícios, a sujeira é constante e a limpeza não tem preocupado a maioria dos visitantes.

A concentração no local é maior nos fins de semana. Famílias, amigos e casais se reúnem para admirar a natureza presente no Lago do Amor, que é território de capivaras, jacarés, peixes, tartarugas, entre outros animais que habitam o território situado no campus da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

 

Depois de usufruírem do espaço, os usuários deixam o local e a sujeira. Garrafas pet e de vidro, latas, papéis e sacolas são os lixos mais comuns produzidos e ‘esquecidos’ pelos frequentadores.

Uma funcionária pública, de 33 anos, que preferiu não se identificar, afirma que  no último domingo (3) a quantidade de lixo era grande.

“Eu tenho um filho de três anos que gosta muito de ver os bichos no Lago do Amor. Estávamos em casa e decidi levá-lo lá, mas me incomodei muito com a quantidade de lixo. A sujeira está demais. As capivaras atravessam de um lado a outro e têm de passar pela sujeira. As pessoas não têm consciência ecológica e acabam poluindo o local”, lamenta.

 

Fim do Lago do Amor?

Em 2016, um levantamento feito por pesquisadores da UFMS indicava que a ação do homem está gerando impactos negativos no local. O estudo também afirmava que por esta razão a expectativa é de que o Lago não resista até 2030. 

Falta de consciência: Lago do Amor é usado como 'lixeira' de frequentadores

 

“O lago do amor está morrendo e a expectativa de vida diminui a cada ano, principalmente, por causa da urbanização nas áreas próximas”, disse o professor e responsável pelo estudo, Teodorico Sobrinho. 

Limpeza e Plano de ação –

A área é preservada pela UFMS. Questionada a respeito da limpeza, a assessoria de comunicação da UFMS diz que o trabalho é feito diariamente e que por mês uma tonelada de resíduos é retirada do local. 

Sobre a venda de produtos alimentícios na rua, assim como a sujeira da rua, a responsabilidade é da Prefeitura Municipal.

A assessoria de comunicação também observa que reuniões entre representantes da UFMS e da Prefeitura são realizadas a fim de discutir a situação do Lago do Amor e definir medidas a serem tomadas pela administração municipal.

Conforme as informações, está em andamento um Plano de Ação Conjunta em prol do Lago do Amor e da bacia hidrográfica do córrego Bandeira.

 

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