Cotidiano

Escolas tradicionais passam a ter só Ensino Médio para ter tempo integral

Ao todo, serão 12 escolas em MS

Wendy Tonhati Publicado em 06/01/2017, às 13h48

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Ao todo, serão 12 escolas em MS

Escolas tradicionais de Campo Grande passarão a oferecer apenas o Ensino Médio, para atender a ampliação do ensino em tempo integral no Estado. O anúncio foi feito nesta sexta-feira (6), pela secretária de Estado de Educação, Maria Cecilia Amêndoa da Motta. Serão implementados 12 estabelecimentos de ensino no Estado, sendo oito só em Campo Grande. Ao todo, o ensino integral vai atender 4 mil alunos no Estado. 

Em Campo Grande, o tempo integral será oferecido nas escolas Lúcia Martins Coelho, Manoel Bonifácio, Professor Severino Ramos Queiroz, Maria Constância de Barros Machado, Valdemir Barros, Amélio de Carvalho Baís, Emídio Campos Vidal e José Barbosa Rodrigues. No interior serão as escolas Júlia Passarinho (Corumbá), Rita Angelina Barbosa Silveira (Dourados), Padre Constantino de Montes (Maracaju) , Presidente Médici (Naviraí). 

A ampliação da oferta do ensino em tempo integral já era promessa do governador do Estado, Reinaldo Azambuja (PSDB), mas agora, também vai na esteira das mudanças propostas pelo presidente Michel Temer, em outubro deste ano. Até 2015, o ensino em tempo integral era oferecido em três escolas do Estado, mas no esquema de atividades extracurriculares no contra-turno. Agora, os estudantes terão disciplinas em tempo integral. Os professores também passarão a cumprir a cargo horária total em uma mesma escola. 

Nas escolas de tempo integral, os estudantes cursarão as 13 disciplinas obrigatórias e escolherão outras para formação profissional. “A mudança interfere na flexibilização do currículo, na organização e na carga horária dos últimos anos da educação básica. Além das 13 disciplinas básicas do Ensino Médio, o aluno terá direito a escolher matérias ‘eletivas’ em cada área do saber que o aluno escolher”, explicou Maria Cecília. “Não vai ser só matemática ou só física, será a junção das duas disciplinas em uma área”, completou.

De acordo com a secretária de educação, o Governo Federal previa o funcionamento de 16 escolas em tempo integral já neste ano, mas não foi possível já que as alterações no Ensino Médio foram anunciadas em outubro. Neste ano, só vagas ainda disponíveis em Dourados. 

Para dar conta do novo modelo, as escolas passarão por adequações como refeitório, mudanças no cardápio oferecido e reformas nos banheiros que terão de oferecer chuveiros. Cada aluno das escolas de tempo integral vai custar mais R$ 2 mil à rede estadual e ainda não foi informado qual o valor de aumento dos repasses do Governo Federal.

O ensino em tempo integral já era oferecido nas escolas Emanuel Bonifácio, no Jardim Tarumã e na Waldemar de Barros, na Moreninha. 

Evasão e mercado de trabalho

A reforma do Ensino Médio foi anunciada por Temer como um meio de combater a evasão escolar e preparação para o mercado de trabalho. No Estado, Maria Cecília também afirma que o modelo tem esse objetivo e que as escolas em tempo integral já estão sendo preparadas para atender ao modelo proposto pelo Governo Federal, que deve ser implementado em 2018. 

Conforme a pasta, em 2015, a rede estadual de ensino tinha 258,4 mil alunos, sendo 83 mil no Ensino Médio. A evasão dos jovens era de 10,1%, sendo 8,7% na área rural e 10,2% na urbana. 

AJA – Avanço dos jovens na aprendizagem

O programa foi criado para atender jovens entre 15 e 17 que não concluíram o ensino fundamental. No ano passado, foram 3,8 mil alunos nessa condição. Para atender esse público, o AJA estará disponível em 35 escolas. 

Jornal Midiamax