Cotidiano

Enfermeiros da Santa Casa irão parar na próxima segunda-feira

Enfermeiros alegam falta de diálogo e excesso de trabalho

Raiane Carneiro Publicado em 06/07/2017, às 20h58

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Enfermeiros alegam falta de diálogo e excesso de trabalho

Os enfermeiros, auxiliares e técnicos em enfermagem irão parar as atividades na próxima segunda-feira (10). A informação foi confirmada pelo presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Lázaro Santana nesta quinta-feira (6), que explicou os motivos da paralisação como falta de diálogo sobre o reajuste salarial e sobrecarga de trabalho.

Na segunda-feira, a partir das 8 horas, os enfermeiros irão realizar uma manifestação com faixas e cartazes em frente ao hospital para pedir o início das negociais salariais e o fim de uma das jornadas de trabalho.

De acordo com o presidente do sindicato, o primeiro motivo para a paralisação é a falta de diálogo com o hospital sobre o reajuste salarial. Segundo o presidente, o salário deveria ter sido reajustado em maio. “Em março, foi enviado uma pauta para empresa pedindo o reajuste, mas não tivemos resposta”, disse Lázaro. O reajuste pedido é de 9% nos salários dos enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem.

Outra questão abordada pelo sindicato é uma jornada de trabalho estabelecida pelo hospital. Santa Casa implantou um novo período de trabalho para os enfermeiros, chamada de ‘jornada Cinderela’. O período começa às 18 horas e termina à meia-noite, mas, segundo Lázaro, a medida está causando sobrecarga nos profissionais e esta foi uma forma encontrada pelo hospital de suprir o número baixo de enfermeiros. Segundo o sindicato, atuam no hospital cerca de 1.400 profissionais entre técnicos, auxiliares e enfermeiros.

Enfermeiros da Santa Casa irão parar na próxima segunda-feira

O sindicato tomou conhecimento da situação e fez uma vistoria com representantes do Coren – MS (Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul) em junho, onde foi constatada a jornada. A situação foi denunciada ao Ministério Público do Trabalho e o sindicato pede a suspensão desta jornada de trabalho.

De acordo com o sindicato, os profissionais não devem voltar a trabalhar até que a Santa Casa se posicione sobre os assuntos.

A reportagem entrou em contato com a Santa Casa, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.

Jornal Midiamax