Em estrada rural precária, só o ônibus escolar atolou cinco vezes neste ano

Local virou há 'atoleiro' por falta de manutenção 
| 18/04/2017
- 19:33
Em estrada rural precária, só o ônibus escolar atolou cinco vezes neste ano

Local virou há 'atoleiro' por falta de manutenção 

A estrada rural CG-452 em Campo Grande – que liga a rodovia MS-040 a BR-163 –  em dias de chuva, fica afundada em lama e causa prejuízos a produtores rurais e a estudantes, que enfrentam dificuldades para chegar a escola por causa do ‘atoleiro’. Indignados com a situação, moradores e produtores rurais bloqueiam a pista por volta das 7 horas desta terça-feira, 18.

Moradores relatam que não há manutenção no local, como cascalhamento e passagem de tratores, há pelo menos quatro anos. Esquecida dentro da Capital, a estrada foi deteriorando, e só neste ano, os ônibus escolares atolaram cinco vezes e os alunos precisaram esperar a chegada de um novo veículo para então continuar a jornada até a escola.  

São mais de 20 quilômetros de distância até à área urbana de Campo Grande, e um ônibus do município é o responsável por fazer o transporte diário de 35 estudantes que moram na região. Mas, em dia de chuva, o percurso que deveria durar em torno de 30 minutos, leva horas. 

A CGR-452 também é a principal forma de escoar a produção de laticínios e de hortifrúti produzidos na região, mas quando a chuva chega, a entrega é prejudicada. Além da lama, a estrada está tomada por buracos, não tem sinalização, além da falta de escoamento. Os moradores contaram que até receberam doação de cascalho para resolver o problema, mas ainda assim, a situação pode estar distante de ser solucionada. 

A região também possui empresas de areia, e de acordo com Ivanildo da silva, 35 anos, os reparos na estrada, executados pela Prefeitura de Campo Grande, só contempla até o acesso dos estabelecimentos, e o restante fica “esquecido”. “A solução é o patrolamento completo, que dá acesso as propriedades rurais”, solicitou. 

O engenheiro da secretaria municipal de obras, João Parron, esteve no local e informou que o material poderá ser usado somente após a prefeitura abrir licitação e contratar uma empresa para a obra, antes disso, a manutenção deve auxiliar apenas as áreas que não tiverem lama. 

 

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