Cotidiano

Alunos da rede estadual fecham Afonso Pena contra ‘reformas de Temer’

Manifestação começou às 8h

Wendy Tonhati Publicado em 11/04/2017, às 12h16

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Manifestação começou às 8h

Alunos de sete escolas da rede estadual de ensino de Campo Grande, realizam na manhã desta terça-feira (11), manifestação contra as reformas promovidas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB): reforma do ensino médio, da previdência, trabalhista e cortes no orçamento da educação. 

O protesto começou por volta das 8 horas, em frente à Escola Estadual Joaquim Murtinho. Os estudantes seguiram em passeata até à Câmara Municipal da Capital. Participam cerca de 200 estudantes das escolas João Carlos Flores, Joaquim Murtinho, Orcírio Thiago de Oliveira, Teotônio, Hércules Mayone e Luís Camparini. 

Os estudantes se organizaram para o protesto na base do ‘boca a boca’, foram colando cartazes nas escolas e criando grupo de WhatsApp. “Não adianta aceitar as coisas calado e depois protestar. A gente tem que se prevenir, por isso, já estão protestando desde agora, pois seremos os mais afetados pela reforma da previdência”, explica a estudante Ana Rezende, 17 anos. 

A Polícia Militar esteve no protesto e solicitou que os estudantes seguissem apenas pela calçada e não bloqueassem a via. O pedido foi atendido.  

Reforma da Previdência

Com as mudanças, o governo pretende fixar idade mínima de 65 anos para requerer aposentadoria e elevar o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 25 anos. Os chamados segurados especiais, que inclui agricultores familiares, passariam a seguir a mesma regra de idade mínima dos segurados urbanos (65 anos). 

Os professores, que antes poderiam se aposentar com tempo reduzido ao contabilizar o tempo em sala de aula, seguirão as mesmas regras estabelecidas para os demais trabalhadores.

Reforma do Ensino Médio

O presidente Michel Temer sancionou, em fevereiro, por meio de Medida Provisória, a reforma do ensino médio que é criticada por alguns especialistas. A nova legislação prevê que o currículo seja 60% preenchido pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e que os 40% restantes sejam destinados aos chamados itinerários formativos, em que o estudante poderá escolher entre cinco áreas de estudo: linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional. 

Também há ampliação da carga horária para pelo menos mil horas anuais e, posteriormente, chegar a 1.400 horas para as escolas do ensino médio. Outra mudança importante foi a permissão para que profissionais com notório saber, mas sem formação acadêmica específica, possam dar aulas no ensino técnico e profissional. 

Jornal Midiamax