Mãe teve zika no primeiro mês de gestação

O casal Jhonatan Alonso Lima, de 20 anos, e Bruna Priscila Gomes, de 17 anos, tiveram de lidar com dois desafios de uma vez, o de ter um filho ainda jovem e de aprender a lidar com a microcefalia. No primeiro mês de gestação a mãe foi infectada com zika vírus, transmitido pelo mosquito aedes aegypti e que provocou pânico em 2015 quando começou a ser relacionada aos casos de microcefalia. Com renda inferior a dois salários mínimos, a família necessita de ajuda para custear os gastos com a criança que precisa de cuidados especiais.

Segundo Jhonatan, a microcefalia foi descoberta no sétimo mês de gestação. Antes disso, o casal acreditava que o zika vírus não havia deixado sequelas. “Ela teve a doença no primeiro mês de gestação, tratou, melhorou e pensamos que estava tudo bem. Só soubemos da microcefalia quando ela já estava de sete meses”, explica.

Por conta da doença o bebê, que nasceu no último dia 11, já passou por vários exames e necessita de diferentes medicamentos. Para atender as necessidades da criança a família que mora de aluguel e sobrevive com o salário de R$ 1.400,00, que Jhonatan recebe no quartel, necessita de ajuda para custear os gastos que ficaram ainda maiores. 

“Ele teve de fazer vários exames. Precisamos comprar muitos remédios e ainda tem os gastos normais de um bebê. Minha esposa não está trabalhando e com o que eu ganho fica difícil agora”, lamenta.

Interessados em ajudar a família com doações de fraldas, lenço umedecidos, roupas e medicamentos (que serão informados pela família) podem entrar em contato com Jhonatan pelo telefone: (67) 99905-9196.

Mircrocefalia –

Microcefalia é uma condição neurológica rara em que a cabeça e o cérebro da criança são significativamente menores do que os de outras da mesma idade e sexo. A microcefalia normalmente é diagnosticada no início da vida e é resultado do cérebro não crescer o suficiente durante a gestação ou após o nascimento.

Em março de 2016 o Ministério da saúde estabeleceu que a medida do perímetro craniano em recém-nascidos para diagnosticar a microcefalia é de 31,9 centímetros para meninos e de 31,5 centímetros para meninas.

Crianças com microcefalia têm problemas de desenvolvimento. Não há uma cura definitiva para a microcefalia, mas tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e qualidade de vida. A microcefalia pode ser causada por uma série de problemas genéticos ou ambientais.