Cotidiano

VÍDEO: guardas fazem manifestação na Prefeitura por reajuste

Cerca de 200 servidores estão no local

Wendy Tonhati Publicado em 30/06/2016, às 13h43

None
dd77a81c-77ba-4165-85b0-e8729b76b44c.jpg

Cerca de 200 servidores estão no local

Os guardas civis municipais realizam na manhã desta quinta-feira (30), uma manifestação por reajuste salarial, na frente da Prefeitura de Campo Grande. Aproximadamente 200 servidores estão no local, houve um 'apitaço', queima de fogos e gritos de palavras de ordem. 

De acordo com o presidente do sindicato da categoria Sindgm/CG (Sindicato dos Guardas Municipais), Hudson Bonfim, a insatisfação com o Executivo municipal é geral. “A gente não consegue segurar mais a tropa. A hora está passando e é preciso mandar o projeto para a Câmara Municipal. A todo momento, o movimento está se fortalecendo. A tropa está esmagada, há dois anos sem aumento”, diz. 

Bonfim deve se reunir ainda nesta manhã com a Semad (Secretaria Municipal de Administração) e afirma que outras cidades estão cumprindo o que determina a Lei Federal 13.022, que entra em vigor em agosto deste ano, e que reenquadra a categoria para o ensino médio. “Todos os municípios estão atendendo à Lei Federal. Corumbá, Dourados, Ponta Porã. Só a Capital está deixando a desejar. O que está faltando é vontade política”, reclamou. 

Conforme o assessor jurídico do sindicato, Márcio Almeida, na reunião realizada na quarta-feira (29), na Semad, os técnicos apontaram que o impacto do reajuste pleiteado pelos servidores, com base na mudança de categoria [6%], geraria um impacto de R$ 1,3 milhão por mês nas contas do Município. Porém, o sindicato alega que o total seria de R$ 300 mil mensais. Já considerando o primeiro reajuste pedido e que foi vetado pela Câmara, [9,57%], o impacto seria de R$ 450 mil. 

Reajuste

Nesta quinta-feira (30)  é o último dia para votação na câmara, visto que a legislação proíbe a concessão de reajustes salariais superiores à inflação nos 180 dias antes do pleito eleitoral.

A categoria pede o cumprimento do estatuto dos guardas municipais, previsto na lei federal 13.022 que entra em vigor em agosto deste ano. A norma determina que o ingresso na Guarda Civil Municipal requer o ensino médio. “Mas hoje em Campo Grande, só o ensino fundamental é requisito. Mesmo assim 30% da nossa guarda já tem ensino superior e 10% tem mestrado.

Os guardas municipais pretendem seguir da Prefeitura para a sessão da câmara desta quinta para pedir reajuste salarial pelo reenquadramento da categoria para o ensino médio. 

Jornal Midiamax