Cotidiano

Só 20% da população colocam em prática ações em combate ao Aedes

Dados são do site do governo

Midiamax Publicado em 15/11/2016, às 12h35

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Dados são do site do governo

Neste período em que as chuvas são cada vez mais frequentes, a preocupação das autoridades com relação ao combate do mosquito Aedes Aegypti aumenta. Segundo a Coordenadoria de Controle de Vetores do Estado, 89% da população têm conhecimento sobre o que é preciso fazer para eliminar os focos do Aedes, no entanto, apenas 20% concretizam o que é necessário.

De acordo com o setor, evitar o acúmulo de água parada por meio do controle mecânico ainda é a medida mais eficiente contra os focos do mosquito, ressaltou Marcio Luiz de Oliveira, gerente do Programa de Controle de Vetores do Estado. “Não deixar que a água se acumule é ainda a forma mais eficiente para evitar a proliferação do mosquito que transmite doenças como a dengue, zika e chikungunya. Mas apenas parte da população faz o que precisa ser feito, apesar de ter conhecimento”.

Outras medidas são consideradas eficazes quando o mosquito já é adulto, como a instalação de telas em portas e janelas, o uso de repelentes corporais, inseticidas em spray ou ainda repelentes elétricos que prometem espantar esses insetos por até 10 ou 12 horas, segundo Marcio Luiz.

Apesar de não ser recomendado por médicos, já que pode provocar problemas respiratórios, o repelente em espiral é também considerado eficiente. Acesso com fósforo, esse repelente libera uma fumaça que espanta os mosquitos, mas só deve ser usado em ambientes abertos ou em locais onde não haja energia elétrica. “Não é um método recomendado porque pode causar danos à saúde”, ressaltou Marcio Luiz.

O Aedes Aegypti diminui sua atividade nos períodos de inverno ou em ambientes com temperaturas mais amenas. “Uma boa dica, e que funciona, é o ar condicionado. Se ligado a uma temperatura igual ou inferior a 22°C pode inibir a ação do mosquito. Isso seria ideal durante a noite”, explicou o gerente do Programa de Vetores.

Mosquito de hábitos urbanos, o Aedes permanece nas residências, onde há alimento (sangue) e possíveis locais com água parada, onde ele pode colocar os ovos. “Pelo menos 86% dos vetores estão dentro de casa. É um mosquito urbano. Mas não basta que não sua casa não tenha foco. É preciso que todos cooperem porque o mosquito pode percorrer até 150 metros de distância, então, se ele não tiver foco na sua casa, ele pode ir apenas para se alimentar”, explicou Marcio.

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