Cotidiano

Roda comemora Dia Municipal da Capoeira no parque Sóter

A capoeira ganhou data municipal por meio da lei n° 5638/15

Midiamax Publicado em 03/08/2016, às 17h21

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A capoeira ganhou data municipal por meio da lei n° 5638/15

No Dia Municipal da Capoeira, uma roda de capoeiristas comemora a prática cultural de raiz negra, no Parque Ecológico do Sóter, Às 18h, nessa quarta (3). O evento é realizado pela Prefeitura Municipal. A capoeira ganhou data municipal por meio da lei n° 5638/15. Com a roda, grupos e alunos locais podem mostrar a prática e a vivência da capoeira na capital.

Para o diretor-presidente da Funesp (Fundação municipal do esporte), professor Luiz Alberto Melão, o encontro integrará os grupos e mostrará um pouco mais da capoeira à população. “Será um movimento de união, esporte e cultura, resgatando a importância e o dia da Capoeira em Campo Grande", destacou. O evento será gratuito e acontecerá no pátio da entrada principal do Parque Sóter.

História

Vinda junto com os africanos trazidos ao Brasil de modo forçado pelo regime de escravidão, a capoeira se desenvolveu como uma forma de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.

A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e era instrumento de manutenção da cultura, além de ser um alívio do estresse. Muitas vezes as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta. Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, vista como uma prática 'violenta' e 'subversiva'. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas, mas em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto que transformou em esporte nacional brasileiro.

A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.

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