Cotidiano

Rios começam a baixar e Prefeituras organizam volta de famílias para casa

Prejuízos com pontes e estrada passam de R$ 115 milhões

Kemila Pellin Publicado em 19/01/2016, às 20h02

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Prejuízos com pontes e estrada passam de R$ 115 milhões

Depois de quase duas semanas de chuva constantes, o sol finalmente apareceu em Mato Grosso do Sul e com a estiagem, o nível dos rios começaram a baixar. Em Aquidauana e em Bela Vista algumas famílias ribeirinhas e dos bairros mais próximos ao rio, que ficaram alagados durante as enchentes, estão retornado para a casa.

O Rio Aquidauana amanheceu com 7,84 metros, o que significa quase um metro a menos que nos últimos dias. Segundo a coordenador da Defesa Civil da cidade, Mario Ravaglia de Oliveira, a esperança é de que não tenham novos temporais neste ano. “Nós já estamos conseguindo devolver algumas famílias para suas casa e agora a Secretaria de Obras deve fazer o levantamento do estragos, tanto das estradas e pontes, como dos imóveis danificados”, explicou.

Já em Bela Vista, onde o nível do Rio Apa chegou a 1,30 metros acima do normal em dezembro de 2015, a prefeitura ainda concentra esforços para reparar os estragos anteriores, que intensificaram-se com as chuvas deste mês. “Nós ainda não conseguimos devolver todas as famílias aos seus imóveis. Tem alguns que ainda estão nos abrigos e outras no aluguel social. Os estragos foram bastante significativos. Temos várias pontes danificadas e algumas comunidades isoladas”, destacou a coordenadora da Defesa Civil Maria Alice Aranda.

Ela também explicou, que a Secretaria de Saúde municipal está monitorando o estado de saúde dos desabrigados. “Nós já tivemos alguns registros de dengue entre eles e por isso foram levados alguns médicos no abrigos. Também estão sendo feitos mutirões, principalmente nas comunidades ribeirinhas”, finalizou.

Em Corumbá e Porto Murtinho, o Rio Paraguai não chegou a níveis alarmantes. Na cidade branca a explicação da Defesa Civil é de que os trabalhos de drenagem e instalação da bacia de contenção que já está quase consolidada, diminuíram o impacto das chuvas. “Registramos 227 mm só na primeira quinzena, o que é bastante, mas diferente do que aconteceu em 2011 e 2013, não tivemos nenhuma casa alagada e nem ruas destruídas na área urbana”, explicou Isaque Nascimento, coordenador da Defesa Civil Municipal.

Na cidade o nível normal do rio é de até 4 metros e ele ainda não passou de 3 metros, segundo o Isaque. Já em Porto Murtinho, o Rio Paraguai amanheceu com 4,92 metros. O nível de alerta para a cidade é de 7,20 metros. “Ele ainda está baixo. Nós ainda temos várias prainhas visíveis, mas ele tem subido diariamente numa média de 10 a 18 cm, mesmo sem chuvas na região”, explicou um oficial da Marinha Brasileira.

Nascimento completou a informação explicando que o nível do Rio Paraguai é influenciado pela chuvas na nascente, que fica no Estado de Mato Grosso e na região norte de MS. “O nível do rio está em acensão também pelo aumento de água nos rios Miranda e Aquidauana, que deságuam nele”, finalizou.

Em Jardim, o Rio Miranda chegou a 6 metros, enquanto o normal para a região é de 2 metros. Na cidade, a Defesa Civil está concentrada nas áreas que sofreram alagamentos devido ao grande fluxo de chuvas, que passaram de 300 mm na primeira quinzena do ano. Algumas pessoas chegaam a ser retiradas dos imóveis, mas nesta terça-feira (19), já conseguiram fazer a limpeza das casas e devem voltar até o final desta semana.

Em Miranda, pelo menos 200 pessoas ainda estão desalojadas e 12 famílias desabrigadas. O rio chegou a 7,47 metros durante as chuvas, o que significa quase 5 metros acima do normal. Segundo o coordenador municipal da Defesa Civil, Roberto Lopes, a previsão é de que para amanhã uma nova enchente preocupe os moradores.

Ainda segundo ele, várias estradas ficaram danificadas e algumas pontes destruídas, como a que da acesso para o assentamento Tupam Baê, onde 60 famílias estão isoladas. Nenhuma doença foi registrada em função das chuvas, mas enfermeiros da rede pública realizaram um trabalho de triagem com todas as famílias que estão em abrigos.

O coordenador Adjunto da Defesa Civil Estadual, Adriano Noleto Rampazo explicou que até agora 29 cidades decretaram situação de emergência e 18 já foram reconhecidas pelo governo estadual.

Um levantamento feitos nas 14 primeiras revelou um prejuízo de R$ 115 milhões, em estradas, pontes e dutos. “Nossa equipe conseguiu retomar os levantamentos e dentro de um ou duas semanas, vamos conseguir dar mais detalhes da situação”, concluiu.

Jornal Midiamax