Cotidiano

Presos 2 suspeitos de envenenar achocolatado e matar criança

Investigação continua

Midiamax Publicado em 01/09/2016, às 16h42

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Investigação continua

Dois homens foram presos na manhã desta quinta-feira (1º) suspeitos de envolvimento na morte de um menino de dois anos, no último dia 25 de agosto, em Cuiabá, no Mato Grosso. Conforme a Deddica (Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente), a suspeita é que o achocolatado da marca Itambé foi envenenado e dado a criança, por um vizinho. 

De acordo com o G1 em Cuiabá, a Polícia Civil afirma que Adones José Negri, de 61 anos, é suspeito de ter colocado no achocolatado um veneno para matar ratos. Deuel de Rezende Soares, de 27 anos, teria furtado a bebida de um mercado. Eles ainda vão prestar depoimento. A polícia não explicou qual é a relação dos suspeitos com a família da criança, nem como a bebida chegou até o menino.

O laudo apontando se houve ou não envenenamento ainda não foi divulgado pela Polícia Civil. O produto foi encaminhado para análise em laboratório.

A Deddica não divulgou mais detalhes sobre as prisões e informou que a Secretaria de Estado de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp-MT) irá explicar o caso em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira.

RECOLHIMENTO 

Após a morte do menino, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento de um lote do achocolatado Itambezinho e proibiu a comercialização do produto pelo período de 90 dias, em todo o Brasil.

Até ontem (31), a Vigilância Sanitária de Campo Grande, Mato Grosso do Sul visitou 81 comércios, mas não encontrou o lote interditado pela Anvisa, segundo a assessoria de imprensa da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

CASO

O menino morreu uma hora após ter tomado um achocolatado, na ultima quinta-feira (25). A  Polícia Civil abriu inquérito para investigar a morte.

A polícia aguarda os laudos da necrópsia feita com amostras de tecido do estômago da criança, a fim de identificar a substância que a vitimou. 

Já a empresa Itambé divulgou nota em que afirma ter ficado ciente do ocorrido e que acompanha e auxilia a apuração dos fatos.

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