Cotidiano

Organizadora de manifestação diz que intervenção militar não é pauta

"Nem mesmo eles querem isso"

Clayton Neves Publicado em 11/03/2016, às 21h49

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"Nem mesmo eles querem isso"

Intervenção militar é um termo que não chega nem perto da intenção da organizadores da caminhada contra a corrupção, marcada para este domingo (13). Embora não possam impedir manifestações pró-intervenção, os líderes do movimento lembra que o apoio a ideia é nulo.

“É um direito das pessoas pedirem a volta dos militares. Não vamos rechaçar ninguém, afinal vivemos em uma democracia, mas esse tema não está em nossa pauta e não tem nosso apoio”, afirma Fabrícia Salles, representante do Avança Brasil.

Fabrícia afirma, que a ideia é tão improvável, que nem mesmo membros do Exército Brasileiro compactuam com a ideia de retornarem ao Poder. “Já conversei com alguns coronéis e nem mesmo eles concordam com isso, até porque a função deles não é esta. Sendo assim, não adianta gritar pedindo intervenção militar se nem eles querem isso”, relata.

Em sua análise, Fabrícia diz que o perfeito funcionamento de diversas instituições, entre elas o Ministério Público, Poder Legislativo, anulam a necessidade da volta dos militares. “Entendo que eles só entrariam em caso de uma guerra civil, por exemplo. A única coisa que não funciona hoje no País é o Poder Executivo”, finaliza.

A concentração do manifesto contra a corrupção começa as 14 horas, na Praça do Rádio, com animação da banda da Igrejinha. As 16 horas saem em caminhada, com motociclistas abrindo o percurso, até o posto Tereré, nos altos da Avenida Afonso Pena. Lá, a banda Sampri e duplas sertanejas encerram a manifestação. Cartazes e manifestos estão liberados, desde que não desrespeitem pessoas ou instituições.

Jornal Midiamax