Cotidiano

Movimento das Construtoras de MS estuda boicote contra Caixa

50 mil demissões

Diego Alves Publicado em 18/11/2016, às 23h20

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50 mil demissões

Membros do Movimento das Construtoras de Mato Grosso do Sul (empresários construtores, corretores de imóveis, comerciantes, profissionais liberais) reúnem-se neste sábado (19) às 9h na Praça do Rádio, em Campo Grande, para decidir sobre um possível boicote à Caixa Econômica Federal – CEF, como forma de protesto às medidas que o Governo, por intermédio do Ministério das Cidades, vem querendo adotar a partir de janeiro de 2017, que penaliza o setor e ameaça desencadear uma nova onda de demissões no País.

A proposta de boicote vem sendo apoiada também por outros Estados brasileiros, para que o façam ainda este mês, para chamar a atenção do Governo Federal para resolver, de uma vez por todas, as questões inseridas nas Portarias 160 e 539, do Ministério das Cidades, que penalizam construtores e vendedores de imóveis para o Programa Minha Casa Minha Vida.

“Não vamos ficar de braços cruzados enquanto o Governo não se sensibilizar e se voltar para o problema que vai agravar ainda mais a crise econômica no Páis, com a demissão de milhares de novos trabalhadores que hoje estão no mercado”, afirma Celso Barros, membro do Movimento MS.

A manifestação na Praça do Rádio servirá também para informar à opinião pública sobre o problema que ameaça o emprego de milhares de pais de família em todo o Brasil. Só em MS deverão ser em torno de 50 mil demissões. Isto, sem contar com outras consequências como:

·        Diminuição da arrecadação de impostos (ICMS, IPTU, ISS, ITBI, entre outros);

·        Varejistas do setor da construção poderão fechar suas portas;

·        Milhares de pessoas desempregadas;

·        Aumento da inadimplência nas parcelas dos agentes financeiros, já que grande parte dos mutuários são profissionais da própria construção civil que perderão seus empregos;

·        Corretores de imóveis perderão muitos clientes (compradores e vendedores);

·        Inviabilização da comercialização de lotes em vias não pavimentadas;

·        Fechamento de indústrias do ramo da construção civil;

·        Pequenos empreendedores individuais ficarão engessados com seus capitais completamente estagnados, podendo ir até à falência, afetando o sustento de milhares de famílias;

·        Milhares de pessoas ficarão sem o "sonho da casa própria";

·        Estagnação do progresso em regiões com pouca infraestrutura;

·        Aumento do déficit habitacional;

Aumento do preço dos imóveis devido à alta demanda e baixa oferta.

Jornal Midiamax