Cotidiano

Jovem que seria vítima de erro médico, agora sofre para se transportar para a fisioterapia

Consórcio não respondeu sobre problemas nos elevadores dos ônibus

Midiamax Publicado em 06/05/2016, às 14h33

None
img-20160506-wa0062.jpg

Consórcio não respondeu sobre problemas nos elevadores dos ônibus

Depois de perder a fala e os movimentos, após supostamente ser vítima de erro médico, a jovem Rita Stefanny de Oliveira Ribeiro, de 25 anos, agora precisa enfrentar a falta de estrutura e de educação para poder fazer o tratamento, que pode lhe dar um pouco mais de qualidade de vida.

A mãe dela, dona Inalécia de Oliveira, de 44 anos, conta que não é fácil levar Rita, quase que todos os dias à fisioterapia. O trecho que exige o uso de dois transportes coletivos fica ainda mais penoso diante da falta de estrutura dos transportes coletivos e da falta de educação e solidariedade das pessoas. “Você pega o ônibus e o elevador está quebrado. Fica exposto ali. Outro dia ficamos parado, suspenso no ar. Não descia, nem subia”, critica.

Além disso, ela diz, que “raramente o local destinado aos cadeirantes está vazio”. “Você vai pede com toda a educação e um pouco mais para dar licença, para colocar a pessoa no devido do lugar, que lhe é de direito e nada”, diz.

Para dona Inalécia, não falta apenas conscientização das pessoas, mas ação da empresa para que os direitos dos cadeirantes sejam validados. “Cabe a empresa fazer valer o direito do cadeirante. Tem o banquinho para o acompanhante, e este nunca está desocupado. Se a pessoa está machucada, com uma perna quebrada, tudo bem. Mas nunca é isso”, reclama

Para o Consórcio Guaicurus, o problema não é deles, e sim de uma geração de pessoas mal educadas que não respeitam nada. “As pessoas tem que ter educação. Não cabe a empresa resolver. Tá escrito lá vaga reservada para cadeirantes e a pessoa não atende. O que fazer?. É educação, não tem jeito. É igual vandalismo, tá ai a situação dos terminais. Você reforma e eles vão la e quebram tudo, mesmo sendo crime”, diz a assessoria.

Questionados que se houvesse campanha, promovidas pela empresa, a situação não seria diferente, a assessoria foi enfática. “Campanhas têm milhares por ai, não adianta nada. Tem campanha contra beber e dirigir, e as pessoas bebem, tem campanha para cuidar do patrimonio publico e as pessoas picham. O problema é educação”.

A assessoria não respondeu sobre o problema de funcionamento dos elevadores dos ônibus.

O caso Rita

Rita Stefanny foi supostamente vítima de erro médico. Ela foi tirar pedras nos rins no Hospital Universitário, em janeiro de 2010 e saiu de lá sem os movimentos das pernas e dos braços e ainda com dificuldades para falar.

Hoje, Rita é submetida a tratamento diário de fisioterapia e fonoaudiologia, mas sua recuperação ainda não é uma garantia médica. Até o momento, segundo a mãe dela, apesar de toda a repercussão do caso, a ação movida na Justiça ainda não teve parecer final. Ela diz que por meio de peritos foi comprovado o erro e aguarda a decisão.

Jornal Midiamax