Cotidiano

Greve dos bancários: agências amanhecem com faixas e cartazes

Categoria rejeitou proposta da Fenaban

Wendy Tonhati Publicado em 06/09/2016, às 10h44

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Categoria rejeitou proposta da Fenaban

As agências bancárias amanheceram com faixas e avisos de greve nesta terça-feira (6), em Campo Grande. A paralisação ocorre um dia antes do 5° dia útil, data em que salários e contas são tradicionalmente pagos. A alternativa para a população será procurar as agências que a adesão dos bancários não seja total e utilizar os caixas eletrônicos.

A categoria rejeitou a proposta de reajuste salarial da Fenaban (Federação Nacional dos Bancos). O índice proposto foi de 6,5% e os trabalhadores reivindicam reajuste de 14,78%, sendo 5% de aumento real e 9,78% de correção da inflação. 

A greve é nacional e a adesão dos funcionários vai ser revelada após a abertura das agências, às 11 horas. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Campo Grande-MS e Região são 120 agências na Capital. Na região atendida pelo sindicato, são 160 estabelecimentos em 28 cidades. Ao todo, há 2,7 mil funcionários. Como a paralisação foi aprovada por unanimidade em assembleia, o sindicato espera uma forte adesão na Capital. Não há previsão de manifestações e os dirigentes sindicais estarão nos bancos informando os funcionários sobre a greve.Greve dos bancários: agências amanhecem com faixas e cartazes

A categoria reclama que mesmo com uma margem grande de lucro, os bancos precarizam o trabalho dos funcionários e o atendimento dos clientes. Além do reajuste salarial e benefícios, a categoria pede combate às metas abusivas e ao assédio moral, fim das demissões, ampliação das contratações, combate às terceirizações e à precarização das condições de trabalho mais segurança nas agências bancárias e auxílio educação. 

No ano passado, a greve dos funcionários de bancos fechou mais de 90% das agências do Estado em outubro do ano passado. Foram 21 dias de atividades paralisadas. Na época, os bancários começaram pedindo 16% de reajuste e a Fenaban, dizendo que pagaria 5,5% no máximo. No fim da negociação, ficou fechado reajuste de 10%.

Jornal Midiamax