Cotidiano

Familiares reclamam da falta de vagas para pacientes psiquiátricos do município

FIm de convênio da prefeitura fez surgir fila de espera 

Clayton Neves Publicado em 11/03/2016, às 15h42

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FIm de convênio da prefeitura fez surgir fila de espera 

Internada desde a última terça-feira (8) no CRS (Centro Regional de Saúde) Coophavila II, Regina Soares da Silva, de 53 anos, aguarda um leito em unidade psiquiátrica. A paciente que tem esquizofrenia, precisa ser acompanhada em período integral e até o momento, não tem previsão de transferência, tudo isso porque o convênio da prefeitura com o Hospital Nosso Lar terminou em dezembro do ano passado, e até o momento não foi renovado.

Carolina Soares da Silva Malhada, de 21 anos, filha de Regina, conta que os pacientes precisam de acompanhantes 24 horas e não há refeição para eles e para os acompanhantes, sendo assim, os familiares precisam levar as refeições diariamente.

"Tenho três filhos pequenos. Preciso ficar com minha mãe o tempo todo aqui. Às vezes consigo sair só para ir em casa fazer comida e voltar. Minha mãe é esquizofrênica e não pode ficar sozinha. A Prefeitura precisa tomar providências. O No Nosso Lar tem vaga, mas não há contrato com o município. Já perdi três empregos porque sempre que ela precisa de internação não há vagas".

Relatos ainda dão conta de que os pacientes não recebem atendimento adequado enquanto esperam por leito. Somente na unidade de saúde do Coophavila, quatro pessoas aguardam por uma vaga em um hospital psiquiátrico. Na unidade do Aero Rancho, a fila tem seis pacientes. 

A filha da paciente entrou em contato com o Hospital Nosso Lar e foi informada de que há vagas no local, no entanto, como não há contrato com a Prefeitura, o hospital não está recebendo pacientes de Campo Grande.

O diretor clínico do Hospital Nosso Lar, Paulo Henrique Tognini, confirmou a informação. "A Prefeitura não renovou contrato e desde janeiro não estamos recebendo pacientes do Município", afirma.

Sobre a quantidade de vagas, o diretor clínico ressalta que o hospital teria disponibilidade. "Está sobrando no mínimo 30 vagas. Estamos buscando diálogo com o Município desde que o contrato foi vencido em dezembro de 2015".

A reportagem entrou em contato com a prefeitura, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

Jornal Midiamax